Depois de um primeiro dia intenso, a segunda jornada do Vagos Metal Fest arrancou novamente com o recinto a ganhar vida. Os primeiros concertos começaram por volta das 15h30, dando início a mais um longo dia de metal em Vagos.

The Heathen Scÿthe

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A abrir esta segunda ronda de concertos estiveram os brasileiros The Heathen Scÿthe, oriundos de São Paulo, que trouxeram ao festival o seu heavy/power metal, numa sonoridade marcada por ambientes épicos e uma forte componente tradicional.

O concerto começou com “The Offering”, seguindo-se “Into the Fire”, “The Magus”, “The Heathen Scÿthe”, “Carmina Pagani”, “Solomon”, “Siras Etar”, “Besanar” e “Servants of Heka”.

Com um alinhamento focado nas diferentes facetas da banda, os brasileiros deram o primeiro passo para mais uma longa jornada em Vagos, trazendo consigo o peso e a componente épica do heavy/power metal para abrir o segundo dia de festival.

Depois de um primeiro dia que já tinha deixado a fasquia elevada, estava oficialmente lançada a segunda jornada – e ainda havia muitas horas de música pela frente.

Guiltera

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A segunda jornada continuou com os Guiltera, banda oriunda do Chipre e formada em 2024, que trouxe a Vagos uma abordagem mais moderna, cruzando metal moderno, rock alternativo e elementos progressivos.

A atuar ainda numa das horas mais quentes do dia, a banda encontrou pela frente um público mais reduzido, composto sobretudo pelos resistentes que decidiram enfrentar o calor e continuar a acompanhar os primeiros concertos da tarde.

O concerto arrancou com “Left Behind”, seguindo-se “Dight”, “They”, “Undone”, “You Learn”, “Human” e “Far Away”, num alinhamento que percorreu diferentes ambientes dentro da sonoridade da banda.

Mesmo perante o calor intenso, os Guiltera apresentaram-se em palco com energia e deram continuidade à programação do segundo dia, mostrando que havia ainda muito para descobrir ao longo desta jornada.

Com o sol ainda a marcar presença forte no recinto e muitas horas de festival pela frente, os Guiltera ajudaram a manter o ambiente vivo enquanto Vagos começava, lentamente, a ganhar novamente a sua dimensão habitual.

Black Sun

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

Com o calor a continuar a marcar presença no recinto, a segunda jornada do Vagos Metal Fest avançou com Black Sun, trazendo uma nova dose de peso e intensidade ao palco.

A banda apresentou um alinhamento bastante dinâmico, começando com “Drown” e seguindo por “Slay”, “Speak”, “With Them Devils”, “The Mercenary”, “Still Alive”, “Stars”, “Man Without a Shadow”, “Revolution Now”, “Resist” e “Rise”.

Ao longo da atuação, os Black Sun mantiveram uma energia constante, percorrendo diferentes momentos do seu repertório e conquistando progressivamente a atenção do público que continuava a enfrentar as altas temperaturas.

Com o recinto a ganhar cada vez mais movimento à medida que a tarde avançava, os Black Sun contribuíram para aumentar a intensidade do segundo dia, preparando o terreno para tudo aquilo que ainda estava por acontecer em Vagos.

Stercore

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A tarde continuou a ganhar intensidade com os Stercore, que trouxeram ao palco uma atuação marcada pela energia e pela entrega, mantendo o público cada vez mais envolvido.

Ao longo do concerto, a banda passou por temas como “Void”, “Disgust”, “Brothers”, “R.I.P.”, “Breathe”, “Eternal Sunlight” e “Fake World”, construindo um alinhamento cheio de peso e movimento.

A energia em palco rapidamente contagiou o recinto, com os Stercore a entregarem-se completamente ao concerto. Num dos momentos mais espontâneos da atuação, o vocalista decidiu aventurar-se num crowd surf – uma tentativa que, digamos, não correu exatamente como planeado. Ainda assim, a intenção estava lá e acabou por proporcionar um daqueles momentos inesperados que fazem parte da experiência de um festival.

Com uma prestação energética e sem medo de se aproximar do público, os Stercore deixaram mais uma dose de intensidade neste segundo dia de Vagos.

Jana Bastien

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A tarde trouxe também uma mudança de ambiente ao Vagos Metal Fest com Jana Bastien, que apresentou uma sonoridade distinta daquela que vinha dominando o palco ao longo do dia, criando um momento de maior diversidade dentro da programação.

A atuação passou por temas como “Lalala”, “I’m Your Doctor”, “Home Again”, “What Is Love”, “No A Čo”, “Dosť Dobrá” e “Tou Pravou”, percorrendo diferentes momentos do repertório da artista.

Depois de várias atuações marcadas pelo peso e pela intensidade, Jana Bastien trouxe uma abordagem diferente ao segundo dia de Vagos, mostrando também a diversidade que um festival como este consegue oferecer dentro da sua programação.

Uma pausa na brutalidade sonora que permitiu respirar por momentos antes de voltar a mergulhar no peso que ainda tinha muito para dar ao longo da tarde e da noite.

 

Toxikull

De volta ao peso, o segundo dia do Vagos Metal Fest recebeu uma das bandas que mais tem levado o heavy metal português para fora de portas: os Toxikull.

Com uma sonoridade fortemente enraizada no heavy e speed metal tradicional, a banda entrou em palco para recuperar a intensidade do festival, trazendo consigo riffs rápidos, atitude e aquele espírito old school que continua a ser uma das suas principais características.

O concerto arrancou com “Turbulence”, seguindo-se “Metal Defender”, “Night Shadow”, “Dragon Magic”, “Hard to Break”, “Around the World”, “Cursed and Punished” e “Midnight Fire”, antes de encerrarem com “Stand Up and Shout”.

Com uma atuação energética e sem grandes rodeios, os Toxikull fizeram aquilo que sabem fazer melhor: heavy metal direto, veloz e cheio de atitude. Uma prestação que voltou a colocar o público em modo de combate e mostrou, mais uma vez, a força que o metal nacional tem para oferecer.

Katatonia

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A noite começou a assumir contornos mais atmosféricos com a chegada dos suecos Katatonia, uma das bandas mais marcantes dentro das sonoridades melancólicas e atmosféricas do metal.

Com uma carreira construída ao longo de décadas, os Katatonia trouxeram ao Vagos uma atuação mais sombria e introspectiva, criando um contraste evidente com a energia mais direta dos concertos que os antecederam.

O alinhamento começou com “Thrice”, seguindo-se “Lethean”, “The Liquid Eye”, “Austerity”, “Consternation”, “Dead Letters”, “Wind of No Change”, “Old Hearts Fall”, “In the White” e “Forsaker”.

Ao longo do concerto, a banda explorou diferentes ambientes, alternando entre momentos mais pesados e passagens de maior intensidade emocional. A atmosfera criada em palco envolveu o recinto, transportando o público para o universo melancólico e contemplativo que há muito caracteriza os Katatonia.

Uma atuação que trouxe outra dimensão à noite de Vagos, mostrando que nem toda a intensidade precisa de ser medida em velocidade ou volume – por vezes, está precisamente na atmosfera que uma banda consegue criar.

Doro

Depois da atmosfera mais sombria dos Katatonia, o Vagos voltou a levantar a bandeira do heavy metal clássico com a chegada de uma verdadeira lenda: Doro Pesch.

Com décadas de carreira dedicadas ao metal, Doro subiu ao palco com a energia e a atitude que fizeram dela uma das figuras mais importantes do género. A sua presença em Vagos foi também uma celebração da história do heavy metal, revisitando temas que atravessam diferentes momentos da sua carreira.

O concerto arrancou com “Earthshaker Rock”, seguindo-se “I Rule the Ruins”, “Burning the Witches”, “Fight for Rock”, “Metal Racer”, “East Meets West”, “Für Immer”, “3-Minute Warning”, “Evil”, “Hellbound” e o incontornável “All We Are”. O alinhamento continuou com “True as Steel”, “Metal Tango” e “Out of Control”.

Entre clássicos e temas que continuam a fazer parte do imaginário de várias gerações de fãs, Doro mostrou que a sua força em palco permanece intacta. A voz, a presença e a atitude fizeram deste um dos momentos mais especiais da noite.

Mais do que um concerto, foi uma verdadeira celebração do heavy metal e da carreira de uma mulher que ajudou a abrir caminho para tantas outras dentro de uma cena historicamente dominada por homens.

 

Satyricon

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

Depois da celebração do heavy metal clássico com Doro, a noite mergulhou numa atmosfera muito mais negra com a chegada dos noruegueses Satyricon, um dos nomes fundamentais da história do black metal.

Com uma carreira construída desde os anos 90 e uma identidade que ajudou a moldar o género, Satyr e Frost chegaram a Vagos para uma atuação sombria, pesada e envolvente, levando o público para um lado bem mais obscuro da noite.

O concerto começou com “Midnight Serpent”, seguindo-se “Our World”, “Black Crow”, “Brethren in the Dark”, “Walk the Path of Sorrow”, “Deep Calleth Upon Deep”, “Commando”, “Diabolical Now”, “Repined”, “Pentagram Burns” e “Fuel for Hatred”.

A reta final trouxe alguns dos momentos mais aguardados da noite, com “Mother North” a surgir como um dos grandes destaques do alinhamento, antes de “King” encerrar a atuação.

Entre atmosferas densas, riffs negros e uma presença de palco austera, os Satyricon fizeram de Vagos um lugar consideravelmente mais sombrio durante a sua passagem pelo festival.

E quando os primeiros acordes de “Mother North” ecoaram pelo recinto, ficou claro que estávamos perante um daqueles momentos que fazem parte da história do black metal – e que, ao vivo, continuam a ter uma força muito própria.

The Troops of Doom

Vagos Metal Fest | Foto divulgação

A noite avançava e o peso continuava a marcar presença em Vagos. Depois da passagem sombria dos Satyricon, chegou a vez dos brasileiros The Troops of Doom, projeto que recupera e mantém viva a essência do metal extremo da velha escola brasileira.

Com uma sonoridade assente no death/thrash metal, a banda trouxe ao palco uma abordagem crua, agressiva e fortemente ligada às raízes do metal extremo sul-americano.

O concerto começou com “The Devil’s Tail”, seguindo-se “Chapels of the Unholy”, “Far from Your God”, “Bestial Devastation”, “The Rise of Heresy”, “Denied Divinity”, “Dethroned Messiah” e “Dawn of Mephisto”, antes de encerrarem com “Troops of Doom”.

Ao longo da atuação, os brasileiros mantiveram uma intensidade constante, apostando numa sonoridade pesada e direta, sem perder o espírito old school que está no ADN da banda.

E foi assim, entre riffs agressivos, velocidade e uma atmosfera crua, que The Troops of Doom encerraram oficialmente o segundo dia de concertos do Vagos Metal Fest.

Mas, para quem ainda tinha energia – ou simplesmente se recusava a dar a noite por terminada – havia ainda uma última paragem: a after party com António Freitas.

Porque depois de um dia inteiro de festival, aparentemente ainda havia resistentes suficientes para prolongar a noite. Em Vagos, o último concerto nem sempre significa o fim da noite.

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