Uma tarde nublada na Cidade do México, uma tarde com shows por toda parte, incluindo o Fuck Off Room, que prometia uma noite bastante agitada. Ao chegar ao local, as pessoas já estavam na fila esperando para entrar; entre conversas, abraços e cumprimentos, a expectativa crescia aos poucos. Foi só quando começou a chover, por volta das 20h30, que as portas finalmente se abriram. Alguns correram para se proteger, enquanto outros aguentaram a chuva torrencial sem se abalar. Já lá dentro, as primeiras cervejas começaram a circular e os participantes foram ocupando seus lugares.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

Por volta das 21h25, começou a introdução do Venemous. Uma apresentação contundente de uma banda que já vimos em diversas ocasiões e que sempre se destaca por sua intensidade. Headbanging, riffs devastadores e uma voz avassaladora de Andy marcaram o início da descarga sonora. O grupo interpretou várias músicas sem parar; atrás deles, um letreiro de néon com seu logotipo iluminava o caminho da brutalidade sonora e dos primeiros empurrões entre os participantes.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

Os capitalinos acenderam a chama e aqueceram o local desde os primeiros minutos. Omar, Octavio e Néstor soaram coordenados, concentrados e inspirados; também dava para perceber que estavam felizes no palco. Apenas na semana passada eles haviam arrasado no Bajo Circuito ao lado de outras bandas como Horrid Sight, por isso a apresentação soou sólida e convincente, conectando-se rapidamente com o público. Nesta ocasião, não apareceu a máscara que faz referência ao seu material mais recente, Legacy Unwritten. A apresentação durou aproximadamente quarenta minutos e terminou com a clássica foto de lembrança e os agradecimentos de praxe, dando lugar à preparação do palco para o ato principal.

Enquanto isso, o público se aglomerava em torno do merchandise oficial de ambas as bandas. Nas telas continuava aparecendo o flyer promocional do evento. A espera foi breve, pois Memela, querida por grande parte da cena, foi a encarregada de apresentar o S7N, que invadiu o palco com uma verdadeira enxurrada sonora.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

A apresentação começou com “Insane” e “Circus”, duas faixas ideais para balançar a cabeça ao ritmo de riffs graves e agressivos. Em seguida, soou uma das novas composições, “Rage”, uma amostra clara da evolução e maturidade que a banda alcançou em seu próximo álbum, VII, que será lançado na íntegra no próximo dia 26 de junho. No entanto, essa não foi a única novidade da noite, pois também foram tocadas “Sickness”, “Frustration” e “The Age of Dying”, permitindo que o público conhecesse em primeira mão boa parte desse novo material.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

O S7N voltou a demonstrar por que é uma das propostas mais sólidas do metal mexicano. Pudemos vê-los em palcos de grande importância, como o Hell and Heaven, o Tecate Comuna em Puebla e, mais recentemente, como convidados especiais do Megadeth na Arena CDMX. O projeto é uma clara demonstração de perseverança e trabalho; embora tenha sofrido mudanças em sua formação ao longo dos anos, a formação atual transmite segurança, experiência e uma coesão evidente no palco.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

Os solos de guitarra foram técnicos e afiados como facadas. Do lado do público, as coisas também não ficaram atrás, pois durante praticamente todo o show se formaram círculos de slam em um ambiente fenomenal, onde todos se conviveram e curtiram a intensidade do espetáculo. Dentro do setlist, também pudemos ouvir músicas como “Fearless”, “Bomb Maker” e “Deadline”, que mantiveram a energia o tempo todo.

Chegando ao fim da apresentação, os músicos guardaram uma das maiores surpresas para o final. “Pachuco”, a versão que eles fizeram ao lado de Roco Pachukote, fundador e vocalista do La Maldita Vecindad, foi recebida com entusiasmo e cantada em coro por todos os presentes no Fuck Off Room. O desfecho veio com a já clássica “Blackout”, encerrando a noite entre aplausos e ovações.

photo by. Ubaldo G. (@photohorus)

Após concluir sua apresentação, os integrantes se aproximaram do público para a tradicional foto em grupo e se despediram de seus fãs. Mais tarde, já bem avançada a noite, eles interagiram com o público, deram autógrafos, tiraram fotos e compartilharam alguns minutos com as pessoas que transformaram o S7N em uma das bandas mais queridas da cena nacional. Agradecemos a todos os organizadores pelas atenções dispensadas. Nos vemos na próxima. Vida longa ao volume brutal.