Último dia da edição de 35 anos do Wacken, e era um misto de sentimentos, acho que para todos.
O sol estava castigando novamente, mas pouco importava. O que importava era aproveitar até o último momento de um festival que marcou mais um ano de história de forma gigantesca. E era isso que todos estariam dedicados a fazer.
O dia contou com atrações para todos os gostos nos palcos principais, passando pelo épico do Sabaton e Powerwolf, o som de alta voltagem do Airbourne, e o som brutal do Lamb of God, além de shows intensos pela Bullhead City e outras áreas.
Fique por dentro de tudo!
ÁNGELUS APATRIDA – Headbangers Stage

Texto por: Ubaldo García
A banda espanhola Ángelus Apátrida fez Bullhead City tremer durante sua apresentação no Wacken Open Air, apresentando uma dose interminável de thrash metal para um público que lotou o local.
A multidão reagiu desde os primeiros acordes com músicas como “One of Us” até os últimos com “Sharpen the Guillotine” e “You Are Next”, canções que levantaram poeira e fizeram as solas das botas se desgastarem no chão. O circle pit ficou incontrolável e, em alguns momentos, parecia impossível detê-lo.
O pogo foi especialmente intenso. Houve golpes, empurrões e braços lançados com força, deixando claro que o público havia chegado disposto a dar tudo de si. No entanto, em meio a tal caos, também houve espaço para o bom humor: vários participantes apareceram fantasiados com fantasias, entre elas um dinossauro e até mesmo um ajolote de origem mexicana, dando um toque inesperado e divertido à brutalidade do momento.
À frente, Guillermo Izquierdo empunhou com orgulho a bandeira de Albacete e do thrash metal espanhol. Com riffs velozes, uma voz potente e uma presença que conquistou um lugar entre as mais destacadas do gênero na Espanha, Ángelus Apátrida deixou claro que tem uma identidade própria e que não precisa de condições perfeitas para demonstrá-la.
Mesmo dividindo o horário com uma banda de grande calibre no palco principal, os espanhóis conseguiram reunir uma multidão e transformar o Bullhead City em um verdadeiro campo de batalha.
O Ángelus Apátrida demonstrou mais uma vez que o thrash espanhol tem força, identidade e muito a dizer no cenário internacional.
LAMB OF GOD – Harder Stage

Texto por: Lanna Keifer
Um sol escaldante estava sobre nossas cabeças no Infield, mas ninguém se abalou, pois era o momento de nada menos que os grandes Lamb of God, um dos maiores destaques de peso moderno e Groove Metal desta edição, se apresentarem e colocarem o Harder Stage abaixo.
A banda vive um momento espetacular de aclamação global, impulsionado pelo lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Into Oblivion (2026), lançado em 13 de março e amplamente aclamado pela crítica por resgatar a fúria político-social crua do grupo.
O repertório foi projetado de forma cirúrgica para a turnê do novo disco, intercalando os grandes clássicos com os fortes singles recém-lançados. A abertura foi simplesmente demolidora, com um dos maiores clássicos logo de cara, “Ruin”, do As the Palaces Burn (2003). Por óbvio, se abriu o primeiro grande mosh pit, e dali pra frente não teria fim durante todo o repertório.
Em sequência, o riff mais famoso da banda, “Laid To Rest”, do Ashes of the Wake (2004), quebrando totalmente a regra de deixar grandes sucessos para o final, mantendo o caos completo, com muitas cabeças rolando e crowdsurfers dando trabalho para os seguranças no pit. Depois, tempo de música nova com “Into Oblivion”, faixa-título do novo álbum, seguida de “Resurrection Man”, do disco Lamb of God (2020), com seus breakdowns modernos fazendo os headbangings soarem em sincronia na plateia.
Randy Blythe comandava a plateia como um general. Ele ordenava, e o público seguia, enquanto os riffs pesados da dupla Morton e Adler cortavam o ambiente, Art Cruz destruía na bateria, e John Campbell vinha com seu groove no baixo.
“Blunt Force Blues”, mais uma nova faixa muito elogiada pela crítica no lançamento como single, seguiu com “512”, do VII: Sturm und Drang (2015), para depois “Walk With Me in Hell”, do Sacrament (2006), fazer todos se empolgarem ainda mais e cantar, fechando o bloco antes do final com “Parasocial Christ”.
Para fechar esse setlist, um trio pesadíssimo: “Omerta”, “Memento Mori” e o hino “Redneck”, no qual Randy pediu o maior circle pit, e uma batalha se abriu no meio do público. Gigantes!
Setlist: 1. Ruin | 2. Laid to Rest | 3. Into Oblivion | 4. Resurrection Man | 5. Blunt Force Blues | 6. 512 | 7. Walk With Me in Hell | 8. Parasocial Christ | 9. Omerta | 10. Memento Mori | 11. Redneck
AIRBOURNE – Faster Stage

Texto por: Lanna Keifer
Já no Faster Stage, o espaço estava reservado não para a brutalidade, mas sim para uma festa high voltage, comandada pelos australianos do Airbourne, os herdeiros legítimos e mais ferozes da linhagem de Hard Rock australiano iniciada pelo AC/DC. Sob o comando do insano vocalista e guitarrista Joel O’Keeffe, de seu irmão Ryan O’Keeffe na bateria, Harri Harrison na guitarra base e Justin Street no baixo, o quarteto entrega um som direto, e quem já assistiu a um dos shows da banda sabe que é a mais pura energia: não dá pra ficar parado, e o público queria isso, se reunindo em super peso no gramado.
O repertório mesclou os hinos insubstituíveis dos dois primeiros álbuns da banda com faixas do novo disco de 2026, o Here She Comes, iniciando justamente com “GUTSY”, já estourando um circle pit bem no centro da plateia, seguindo com o primeiro grande sucesso da banda, “Too Much, Too Young, Too Fast”, do álbum Runnin’ Wild (2007), fazendo um grande coro nos refrões.
A dupla “Hungry” e “Back In The Game”, do Black Dog Barking (2013), trouxe um dos momentos mais celebrados do dia, seguindo de “Raise the Flag”, a única faixa do álbum No Guts. No Glory. (2010). Joel é dos vocalistas mais insanos que se pode ver, com uma energia de tirar o chapéu. Ele não para um segundo, protagonizando então a tradição na sequência de “Cheap Wine & Cheaper Women”, um dos momentos favoritos do show: subiu nos ombros de um segurança, foi para o meio do público, bateu uma lata de cerveja contra a própria cabeça até furá-la, espalhando líquido nas primeiras fileiras enquanto tocava o solo com a outra mão.
O setlist seguiu com intensidade máxima, com “Diamond in the Rough”, “Breakin’ Outta Hell” e “Live It Up”, com a tradicional sirene de ataque aéreo, quando a banda também montou um carrinho de bar no palco e preparou copos de Jack Daniel’s com Coca-Cola para brindar com o público em homenagem a Lemmy Kilmister (Motörhead).
Na reta final, “Ready to Rock”, “Alive After Death (Last Plane Out)” e o maior clássico da carreira da banda, a gigante “Runnin’ Wild”, estendida com longos solos e com Joel escalando o palco. Foi aquele choque necessário para deixar todos com a energia no topo!
Setlist: 1. GUTSY | 2. Too Much, Too Young, Too Fast | 3. Hungry | 4. Back in the Game | 5. Raise the Flag | 6. Cheap Wine & Cheaper Women | 7. Diamond in the Rough | 8. Breakin’ Outta Hell | 9. Live It Up | 10. Ready to Rock | 11. Alive After Death (Last Plane Out) | 12. Runnin’ Wild
MUNICIPAL WASTE – Headbangers Stage

Texto por: Ubaldo García
O show do Municipal Waste provocou um estrondo poderoso na cidade de Wacken. Desde o primeiro momento, a banda subiu ao palco com toda a energia, disparando riffs rápidos, uma atitude poderosa e uma dose autêntica de thrash metal.
Foi um show extenso, repleto de pura artilharia sonora, que começou com “Grave Digger”, “You’re Cut Off” e “The Inebriator”. A banda manteve a intensidade durante praticamente todo o set, apresentando um repertório de quase duas dúzias de músicas.
Entre os momentos mais marcantes estiveram “Thrashing’s My Business… And Business Is Good” e “Slime and Punishment”, músicas que fizeram com que a energia do palco se transferisse diretamente para o público.
Na área em frente ao palco, muitos espectadores usavam máscaras e óculos para se proteger da poeira, criando uma imagem quase pós-apocalíptica. Entre o calor, a poeira e a multidão empolgada, o thrash metal se tornou o protagonista absoluto.
Para a reta final, vieram “Wave of Death”, “Restless and Wicked” e “Born to Party”, colocando o ponto final em uma apresentação que manteve o público animado até o último riff.
O Municipal Waste encerrou visivelmente agradecido ao público, desejando a todos um excelente dia e deixando Wacken com a satisfação de ter entregue uma dose de thrash metal direta, veloz e sem concessões.
Setlist: 1. Intro / Deathripper | 2. Grave Dive | 3. You’re Cut Off | 4. The Inebriator | 5. The Thrashin’ of the Christ | 6. Poison the Preacher | 7. Beer Pressure | 8. Thrashing’s My Business… And Business Is Good | 9. High Speed Steel | 10. Blood Vessel | 11. Sadistic Magician | 12. Slime and Punishment | 13. Shrednecks | 14. Pre-Game | 15. The Art of Partying | 16. Demoralizer | 17. Wave of Death | 18. Restless and Wicked | 19. Born to Party
ARCH ENEMY – Harder Stage

Texto por: Lanna Keifer
De volta ao Harder Stage, agora era um momento pelo qual muitas pessoas estavam curiosas: a apresentação dos suecos do Arch Enemy, um dos pilares do Death Metal Melódico, vivendo uma nova era que, depois de muito suspense, foi oficialmente inaugurada em fevereiro de 2026. A mudança veio após a saída de Alissa White-Gluz no final de 2025, com o anúncio da avassaladora vocalista norte-americana Lauren Hart (ex-Once Human) assumindo os microfones.
Lauren assumiu a linha de frente trazendo um rosnado incrivelmente rasgado, e até muito comparado ao estilo da lendária Angela Gossow, combinado a inserções de vocais limpos e potentes. Para além dela, a banda permanece afiada sob o comando das guitarras gêmeas do fundador Michael Amott e do virtuoso Joey Concepcion.
O repertório serviu para testar a versatilidade de Lauren tanto nos hinos históricos da banda quanto no material recém-lançado. Iniciaram direto com o groove pesado da poderosa “Yesterday Is Dead and Gone”, do álbum Khaos Legions (2011), seguida de “The World Is Yours”, do Will to Power (2017), e depois um resgate clássico com “Ravenous”, do Wages of Sin (2001).
O público, lotando o gramado, respondia a tudo com muita energia, mas com muita atenção aos passos de Lauren. Sendo o primeiro Wacken dela na liderança, o apoio massivo veio logo de cara, e percebi muita admiração à medida que o set ia avançando. E digo mais: ela se saiu muito bem, comandando o palco principal com agressividade e performance, mas também com um jeito até meigo nos intervalos em que parava para agradecer, sempre cheia de sorrisos, um contraste bonito com a brutalidade com que canta.
O palco, por sua vez, estava lindo, com o telão de LED mostrando temas das músicas, além de muita pirotecnia e labaredas de fogo. Nesse cenário, o setlist seguiu com “War Eternal”, faixa-título do álbum de 2014, em um ataque veloz e cheio de fogo no palco, que abriu um circle pit ainda maior no meio do público.
Na sequência, “My Apocalypse”, um clássico definitivo da era de ouro do Doomsday Machine (2005), fez todos saltarem e cantarem. Mas foi “To the Last Breath”, o cartão de visitas de Lauren com a banda, que fez o público ir ao delírio, com a execução do seu single de estreia destacando suas variações vocais e, principalmente, mostrando que o público já tinha absorvido e amado essa nova era. E sinceramente, essa mulher no palco é incrível, e eu fico feliz que a recepção esteja sendo tão positiva. Eu mesma amei!
Continuando, “Blood Dynasty”, faixa-título do penúltimo álbum de 2025, foi o último hit recente da apresentação, abrindo então as portas para uma chuva de clássicos.
Começaram com “Under Black Flags We March”, em que Lauren agitou a bandeira do grupo, andando de um lado para o outro, sorridente, sob chuvas de luzes. “No Gods, No Masters”, o manifesto político da banda, trouxe coros massivos e punhos erguidos. Seguiram então com “Dead Bury Their Dead” e “Blood on Your Hands”, fazendo a única passagem pelo álbum Rise of the Tyrant (2007), e “We Will Rise”, um hit absoluto do Anthems of Rebellion (2003), fechando tudo com chave de ouro na icônica “Nemesis”.
E essa foi uma excelente apresentação para o dia, pra ninguém botar defeito, além de uma resposta clara e mais do que positiva para essa nova fase!
Setlist: 1. Yesterday Is Dead and Gone | 2. The World Is Yours | 3. Ravenous | 4. War Eternal | 5. My Apocalypse | 6. To the Last Breath | 7. Blood Dynasty | 8. Under Black Flags We March | 9. No Gods, No Masters | 10. Dead Bury Their Dead | 11. Blood on Your Hands | 12. We Will Rise | 13. Nemesis | 14. Fields of Desolation (Instrumental outro)
POWERWOLF – Faster Stage

Texto por: Lanna Keifer
Um dos momentos mais aguardados do dia, com toda certeza, era este no Faster Stage: a apresentação teatral dos alemães do Powerwolf, que transformou o ambiente em uma catedral gótica a céu aberto, com centenas de fãs prestigiando esse momento.
O cenário do palco simulava o interior de uma abadia medieval em ruínas, com gárgulas gigantes e telões de LED projetando vitrais realistas. Com uma estrutura gigante e muita pirotecnia, o público foi levado a esse universo único, que mistura conceitos teológicos, contos de terror sobre lobisomens e vampiros, e liturgia cristã.
O repertório intercalou várias fases da carreira da banda, começando por “Bless ’em With the Blade”, do Wake Up the Wicked (2024), em alta velocidade, com o single mais rápido do disco recente disparando as primeiras rajadas de fogo, seguida da animada “Armata Strigoi”, do Blessed & Possessed (2015).
Sob o comando do vocalista Attila Dorn, que possui treinamento lírico clássico e um alcance vocal operístico impressionante, das guitarras gêmeas dos irmãos Matthew e Charles Greywolf, e da performance enérgica do tecladista Falk Maria Schlegel, a banda é uma máquina de criar coros com o público.
E os hinos iam aparecendo, intercalando faixas do último lançamento de 2024, como “Sinners of the Seven Seas”, “1589” e “Heretic Hunters”, com grandes sucessos de arena como “Amen & Attack”, em velocidade pura, “Dancing With the Dead”, de andamento marcante e cativante que fez o público dançar, “Incense & Iron”, com punhos para o alto, e dois hinos definitivos, “Joan of Arc” e “We Drink Your Blood”, em sequência, com a multidão pulando e, ao longe, os pés dos crowdsurfers passando pelo mar de cabeças.
Fecharam a primeira parte do setlist com “Where the Wild Wolves Have Gone”, a power ballad ao piano com o palco coberto por efeitos de neve artificial. Saíram brevemente do palco, e se ouve no som mecânico a intro “Agnus Dei”, anunciando o retorno para “Sanctified With Dynamite”, um de seus refrões mais explosivos e pesados, abrindo mais circle pits intensos.
Em mais uma saída e retorno, apareceram com um segundo encore, trazendo a empolgante “Blood for Blood (Faoladh)”, levando ao gigante encerramento de “Werewolves of Armenia”, em que Attila regeu o Wacken inteiro na tradicional dinâmica de gritos “HU! HA!”, culminando em uma queima de fogos de artifício e explosões no palco, em um dos concertos mais bonitos visualmente desta edição.
Setlist: 1. Bless ’em With the Blade | 2. Armata Strigoi | 3. Sinners of the Seven Seas | 4. Amen & Attack | 5. Army of the Night | 6. Dancing With the Dead | 7. Incense & Iron | 8. 1589 | 9. Demons Are a Girl’s Best Friend | 10. Stossgebet | 11. Fire and Forgive | 12. Heretic Hunters | 13. Joan of Arc | 14. We Drink Your Blood | 15. Where the Wild Wolves Have Gone | ENCORE: 16. Sanctified With Dynamite | 17. Blood for Blood (Faoladh) | 18. Werewolves of Armenia
SABATON – Harder Stage

Texto por: Lanna Keifer
Fim do dia, e agora era a vez dos suecos Sabaton, uma das maiores potências do Power Metal mundial e headliners do último dia, fecharem o tão querido Harder Stage.
A banda é famosa por compor canções baseadas estritamente em fatos históricos reais, abordando grandes batalhas, heróis de guerra e eventos militares cruciais da humanidade. Após o massivo sucesso da trilogia sobre as Guerras Mundiais, o grupo consolidou sua nova era com o aclamado álbum de estúdio Legends (2025), lançado no final daquele ano, expandindo seus horizontes líricos para cobrir líderes e figuras de toda a história global.
E o público estava realmente ansioso — e, sinceramente, acho que esse foi o show mais lotado de toda a edição do Wacken. Tinha gente a se perder de vista no lado direito do gramado. Quem não se adiantou para pegar um lugar mais à frente ficou sem espaço, pois não havia passagem, e sim um mar de pessoas que se estendia do pit até os últimos portões de entrada da Bullhead City.
O setlist foi minuciosamente mapeado, trazendo clássicos atemporais, singles avulsos recentes e os novos sucessos épicos do novo disco. O mote inicial foi dado com “Ghost Division”, do The Art of War (2008), disparada com explosões de fogos para incendiar a plateia instantaneamente, seguindo do recente single “Yamato”, lançado em março deste ano, e “The Red Baron”, do The Great War (2019). O público estava em delírio, curtindo cada momento.
O palco estava lindíssimo e, como de costume, decorado como uma fortificação militar completa, com arame farpado, sacos de areia e a icônica bateria de Hannes Van Dahl montada em cima de um tanque de guerra real de tamanho plano. O vocalista Joakim Brodén estava esbanjando carisma, regendo dezenas de milhares de pessoas em coros e também em longas conversas de tempos em tempos. A pirotecnia foi usada ao extremo, com explosões sincronizadas que simulavam artilharia de combate, levantando colunas de poeira e fogo.
Mais hinos iam se seguindo, com “The Last Stand”, faixa-título do álbum de 2016, passando por “Great War”, com fogos cruzando o teto. Veio então a trinca de faixas do The War to End All Wars (2022), com “Stormtroopers”, o momento emocionante de “Christmas Truce”, com um piano de cauda no palco, transformando o infield em um mar de luzes de celulares balançando sincronizadas, além de um coro épico, fechando com “Soldier of Heaven” e tirando todos daquele transe.
Seguiu-se o setlist de forma intensa ainda com “Crossing the Rubicon”, “Night Witches”, “Gott mit uns”, “I, Emperor” — grande destaque do novo disco, uma faixa épica em que todos ovacionaram e comemoraram —, “The Attack of the Dead Men”, quando a banda inteira colocou máscaras de gás industriais e pulverizou fumaça verde no palco durante os riffs, passando para “Bismarck”, com o público aos pulos, depois dando vazão aos headbangings com “Hordes of Khan”, e “Templars”, preparando os momentos finais.
Para o fechamento, foram reservadas 3 músicas muito conhecidas pelos fãs, ao que eles comemoraram muito: “Primo Victoria”, um dos maiores clássicos da carreira, seguida de “Swedish Pagans”, encerrando em grande estilo com “To Hell and Back”, com uma queima massiva de fogos de artifício e uma chuva de confetes, deixando aquela sensação de que agora sim… estava próximo de acabar o Wacken, com a partida dos últimos headliners da edição. Mas em um fechamento épico e realmente aproveitado até o último segundo por todos.
Setlist: 1. Ghost Division | 2. Yamato | 3. The Red Baron | 4. The Last Stand | 5. Great War | 6. Stormtroopers | 7. Christmas Truce | 8. Soldier of Heaven | 9. Crossing the Rubicon | 10. Night Witches | 11. Gott mit uns (Tour debut, (Noch ein Bier Version)) | 12. I, Emperor | 13. The Attack of the Dead Men (History Intro) | 14. Bismarck | 15. Hordes of Khan | 16. Templars | 17. Primo Victoria | 18. Swedish Pagans | 19. To Hell and Back
ALESTORM – Faster Stage

Texto por: Ubaldo García
O encerramento do último dia do Wacken Open Air foi simplesmente maravilhoso. Com o Alestorm à frente, o folk metal escocês marcou presença para despedir mais uma edição do festival. Os mais animados foram aqueles que permaneceram até o fim, decididos a deixar no campo as últimas gotas de suor, a última reserva de energia e até o último suspiro.
A banda fez todo o público pular com músicas como “Killed to Death by Piracy”, “The Sunk’n Norwegian” e “Zombies Ate My Pirate Ship”. Naquele momento, a festa já estava completamente fora de controle: patos de borracha voando por toda parte, gente fazendo crowd surfing, outros dançando sem parar e uma multidão totalmente entregue à celebração.
Um dos momentos mais especiais aconteceu quando soou “México”. A bandeira tricolor apareceu no telão e os compatriotas presentes no festival simplesmente enlouqueceram. Foi um instante que deixou claro que a fraternidade entre o Wacken e o México continua mais forte do que nunca, assim como o vínculo que existe com toda a comunidade latino-americana, uma parte fundamental da identidade internacional que se vive ano após ano neste festival.
E para encerrar a festa como deve ser, o Alestorm tocou “Drink”, transformando o último momento desta edição em um verdadeiro brinde coletivo.
Assim terminou o Wacken Open Air: entre cerveja, patos de borracha, suor, música e uma enorme camaradagem.
Setlist: 1. Keelhauled | 2. Killed to Death by Piracy | 3. The Sunk’n Norwegian | 4. Zombies Ate My Pirate Ship | 5. Mexico | 6. Under Blackened Banners | 7. Banana | 8. Nancy the Tavern Wench | 9. Alestorm | 10. The Storm | 11. P.A.R.T.Y. | 12. Shit Boat (No Fans) | 13. Drink | 14. Fucked With an Anchor | 15. Rumpelkombo
AGRADECIMENTOS
Nós, Lanna, Ubaldo e a equipe Cultura Em Peso, agradecemos por mais uma participação, principalmente em um ano tão simbólico quanto esse.
Eu, Lanna, gostaria de agradecer principalmente por essas memórias e lágrimas derramadas… foi uma realização completa de um sonho antigo, onde realmente senti que era para eu ter vindo e compartilhado de tudo isso. Ter minhas bandas oitentistas favoritas reunidas em um só lugar é realmente gigante e, de coração, um privilégio!
Até o próximo ano!


