Os Kylesa são um dos nomes mais respeitados e influentes do sludge metal norte-americano do século XXI. Formados em Savannah, Geórgia, no início dos anos 2000, a banda construiu uma identidade sonora própria a partir de uma base pesada e abrasiva, mas progressivamente enriquecida com psicadelia, estruturas progressivas e uma sensibilidade melódica pouco comum dentro do género. O resultado é uma música densa, expansiva e profundamente envolvente.

 

O som dos Kylesa parte do sludge e do doom, com riffs espessos, tempos arrastados e uma sensação constante de peso físico, mas rapidamente se distingue pela utilização de dois bateristas, um elemento central na sua assinatura sonora durante grande parte da carreira. Esta abordagem confere à música uma dinâmica particular, quase tribal, criando camadas rítmicas complexas que ampliam o impacto hipnótico das composições. As guitarras oscilam entre agressividade crua e passagens psicadélicas, enquanto as vozes alternam entre registos rasgados e momentos mais melódicos.

A banda ganhou notoriedade internacional com álbuns como Static Tensions e Spiral Shadow, discos que marcaram uma viragem clara para uma sonoridade mais aberta e exploratória. Sem abdicar do peso, os Kylesa passaram a incorporar influências do rock psicadélico dos anos 70, do post-metal e até de certas abordagens progressivas, criando um corpo de trabalho que desafia classificações rígidas. Este percurso culminou em Ultraviolet, lançado em 2013, um álbum amplamente elogiado pela sua ambição, diversidade e maturidade artística.

Após um período de pausa e afastamento da atividade regular, o regresso dos Kylesa aos palcos foi recebido como um acontecimento significativo para a cena pesada internacional. A banda nunca procurou regressos oportunistas, mantendo sempre uma postura discreta e coerente com o seu percurso. Esse regresso reafirmou a relevância de um projeto que influenciou profundamente uma geração de bandas de sludge, stoner e post-metal.

 

 

Ao vivo, os Kylesa são conhecidos pela intensidade hipnótica das suas atuações. O peso é esmagador, mas nunca monótono, e a construção gradual dos temas cria uma sensação de imersão total. Cada concerto funciona como uma viagem sonora, onde repetição, variação e explosão se equilibram de forma quase ritualista.

A presença dos Kylesa no SonicBlast 2026 encaixa de forma natural na identidade do festival, que sempre valorizou propostas onde peso e psicadelia caminham lado a lado. No cenário da Praia da Duna dos Caldeirões, a atuação da banda promete ser um dos momentos mais densos e envolventes do cartaz, daqueles que se sentem tanto no corpo como na memória.

Os bilhetes para o SonicBlast 2026 encontram-se disponíveis e a possibilidade de ver os Kylesa ao vivo, num contexto pensado para este tipo de experiência sonora, é um argumento forte para garantir lugar. Para quem acompanha o percurso da banda ou para quem procura descobrir uma das formações mais marcantes do sludge moderno, Âncora é uma paragem obrigatória neste verão.

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LOCAL: Vila Praia de Âncora