Vindos da cena underground norte-americana, o Maidenhead apresenta Maximum Clonage , seu segundo álbum de estúdio, lançado mundialmente em 14 de agosto de 2026. O trabalho representa um avanço significativo em relação ao debut Decapitation Of A Maiden , aprofundando a combinação entre a velocidade e a precisão do thrash metal e a brutalidade característica do death metal old school.
Com oito faixas, Maximum Clonage é construído sobre riffs rápidos, mudanças de andamento, passagens técnicas e uma atmosfera agressiva que mantém o disco em constante movimento. A produção ficou por conta da mixagem de Randy Burns , produtor associado a trabalhos de nomes fundamentais do metal como Megadeth , Death, Nuclear Assault, Kreator e Possessed, contribuindo para uma sonoridade que valoriza tanto o peso quanto a definição dos instrumentos.
“A velha escola ganhou um novo monstro.”
O álbum também chama atenção pelas participações especiais. Chris Poland , conhecido por seu trabalho no Megadeth , aparece com um solo em “Kill Or Be Killed” , enquanto Glen Drover , também ex- Megadeth e integrante do King Dia

Segundo, participa de “False Masked Hero” . O baixista Rich Gray , do Annihilator , assume o baixo de estúdio em seis das oito faixas.
Musicalmente, o Maidenhead não tenta reinventar as bases do metal extremo. A força de Maximum Clonage está justamente em trabalhar referências clássicas com uma abordagem contemporânea, mantendo a urgência e a agressividade que marcaram a tradição do thrash e do death metal. Faixas como “Death March” e “Magia Obscura” , apresentadas anteriormente como singles, funcionam como portas de entrada para o universo do álbum.
A própria concepção visual acompanha essa atmosfera. O universo de Maximum Clonage é construído ao redor do mascote da banda, Nada , personagem que aparece usando uma máscara de gás em diferentes situações dentro de uma ambientação de stópica. A identidade visual é composta por sete trabalhos artísticos, com capa e a maior parte das obras produzidas por Yosafat C , além de uma arte específica para “Death March” , assinada por Miguel Ayuso .
O resultado é um álbum que aposta naquilo que o metal extremo tem de mais direto: guitarras afiadas, velocidade, peso e agressividade , sem abrir mão de momentos técnicos e de uma composição cuidadosamente construída.
FAIXAS:
- Entre no Andar da Morte
- Clonagem máxima
- Falso Herói Mascarado
- Marcha da Morte
- Matar ou morrer
- Magia Obscura
- Rajada de Destruição
- Hasta La Proxima
NOTA: 8/10


