Com ingressos esgotados, o Helloween levou os fãs ao extase na noite de sábado, 19 de novembro de 2026 no Suhai Music Hall em São Paulo.

Comemorando 40 anos de carreira com sua turnê, o Helloween entregou uma coleção de clássicos e uma formação afiadíssima no palco.

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

A entrada com um grande telão que mostrava a discografia da banda emendeou com a espetacular “March of Time”, uma produção de palco sensacional, palco elevado da bateria e para os membros, o público cobrou, vibrou, vibrou…

“The King for a 1000 Years” foi a segunda, e já deu para perceber que todas as músicas seriam cantadas em uníssono pelos fãs.

E sim, veio um clássico atrás do outro.

Uma conversa entre Michael Kiske e Andy Deris com os fãs anunciando o último show turnê aqui em São Paulo, e mencionando a casa com os ingressos “sold out”, e então Kiske para “Future World”, apresentou Kai Hansen que fez uma intro longa de guitarra, chamando os fãs para cantar o refrão.

“Tokio” do último e excelente álbum “Giants and Monsters” tem uma vibe excelente ao vivo tanto quanto no estúdio.

A rapidez de “We Burn” seguiu incendiando o Suhai Music Hall, mas foi em Twilight of The Gods” que fez esse humilde redator chorar. Meus amigos, que vibe e interpretação, e fã de Kiske que sou, então, não dá para deixar de comentar o quanto esse som impactou na noite.

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts


“Ride The Sky” foi para acabar de vez com a galera, Riff de guitarra legendário na intro, cortante e rápido, a voz aguda na estratosfera e dobras de solo de guitarra fazem esse som ser um dos hinos absolutos do Power Metal.

A bela “Into The Sun”, deu uma acalmada, mas a emoção que ela traz, com um refrão sensacional , fica impossível não cantar junto, mesmo para quem nunca ouviu.


“I’m Alive”, também é daquelas que traz a sensação de extase e emoção. A música foi tocada ao vivo pela primeira vez na 40 Years Anniversary Tour justamente nesse show na capital paulista, que marcou o encerramento da agenda de shows da banda em 2026. Para incluir “I’m Alive” no setlist, o grupo acabou deixando de fora faixas como “Hell Was Made in Heaven” e o trecho acústico de “In the Middle of a Heartbeat” que vinham sendo tocadas anteriormente.


“Hey Lord” do excelente Better than Raw, o álbum meu preferido da fase Andy Deris. Em vários momentos o uso de serpentinas e confetes jogados em direção ao público ajudou a ditar o tom descontraído e alegre. 

“Universe” e o lindo palco com a temática da música pelos telões de led deu uma explosão de cores junto com a música. Essa explosão de cores dividiu espaço com a presença e execução impecáveis de todos da banda. 

O Solo de bateria de Daniel Löble trouxe musicalidade, técnica absurda e interação com os fãs, e diga-se de passagem, que bateria visulmente linda com 4 bumbos!

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts



e veio “I Want Out” para vir abaixo o Suhai Music Hall, novamente.

Uma acalmada com um sessão acústica com Kiske e Andy. Kiske cantou Elvis Presley, “Suspicious Mind” citando Andy Deris e The Beatles, “Yesterday” deixando o publico terminar de cantar, que correspondeu à altura. Emendaram um trecho acústico de “A Tale That Wasn’ t Right” e entrando a banda no refrão, Kiske chamou a galera, que cantou em uníssono, coisa linda, linda.

“A Little Is a Little Too Much”, mais um som do Giants and Monsters, e que soa ótimo ao vivo. Após isso a banda sai do palco, intro de “batera”, Kai entra, conversa com a galera, menciona a caipirinha, e chama heavy metal is the law, refrão sensacional, cantado por todos, é redundante dizer , certo,? Pois é, foi. E da lhe mais solos e duetos de guitarra, dobras, é claro não falta!

O Keeper funcionou como um narrador e guia da celebração dos 40 anos de carreira do grupo. Ele conversava com o público e introduzia as fases da apresentação. Em vez de aparecer fisicamente no palco, o personagem mascarado e sem rosto foi projetado em animações de alta definição nos telões principais e a participação mais marcante aconteceu logo antes da execução do clássico “Halloween”, onde a criatura encapuzada narrou parte da própria história, levando os fãs à loucura e finalizar o set.

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

No Bis, Eagle Fly Free” , Kiske deixa a galera cantando não só o refrão, mas também partes do canto. e quando achávamos que a galera havia cansado ou não haveria mais clássicos, veio “Power”, também cantada em uníssono e com balões grandes com a escrita de 40 anos. Antes encerrar , a banda comemorou o aniversário de Jan Bayati, o empresário(manager) da banda com bolo, velas e Kai Hansen com a caipirinha. “Dr. Stein”, seguiu toda a vibração e para encerrar de vez, o refrão de Keeper of the Seven Keys”, finalizando o show por completo.

O Helloween é a prova de que o Heavy Metal é atemporal, seus clássicos ultrapassaram gerações, 4 décadas de muito metal e história.

  • Michael Kiske – Vocal
  • Andi Deris – Vocal
  • Kai Hansen – Guitarra e Vocal
  • Michael Weikath – Guitarra
  • Sascha Gerstner – Guitarra
  • Markus Grosskopf – Baixo
  • Dani Löble – Bateria

Setlist

  1. March of Time
  2. The King for a 1000 Years
  3. Future World
  4. This Is Tokyo
  5. We Burn
  6. Twilight of the Gods
  7. Ride the Sky
  8. Into the Sun
  9. I’m Alive
  10. Hey Lord!
  11. Universe (Gravity for Hearts)
  12. Drum Solo
  13. I Want Out
  14. Duo acústico Kiske/Deris – Elvis Presley – Suspicious Mind/ The Beatles – Yesterday
  15. A Tale That Wasn’t Right – canto/acústico – refrão/banda
  16. A Little Is a Little Too Much
  17. Heavy Metal (Is the Law)
  18. Halloween
      Encore:
  19. Invitation
  20. Eagle Fly Free
  21. Power
  22. Dr. Stein
  23. Keeper of the Seven Keys (refrão)