No passado dia 20 de setembro, o Royal Center de Bogotá tornou-se ponto de encontro para os fãs de metal extremo, com um evento que reuniu três bandas de diferentes gerações e origens geográficas. Old Man’s Child, da Noruega, e Hecate Enthroned, da Inglaterra, estrearam-se perante o público colombiano numa data do Bogotá Metal Fest, acompanhados pela banda nacional Eshtadur.
Para além de reunir nomes importantes do black metal europeu, a apresentação teve um significado especial: foi a primeira visita do Old Man’s Child à Colômbia e a estreia do Hecate Enthroned na América do Sul. Um evento que permitiu explorar diferentes vertentes do metal extremo, desde o death e o black metal melódico colombiano até as atmosferas sinfônicas e a velocidade característica da cena europeia.

Eshtadur: o metal colombiano abriu o ritual
A responsabilidade de abrir o evento ficou a cargo do Eshtadur, grupo de Pereira que, com quase duas décadas de trajetória, consolidou-se na cena nacional graças à sua combinação de death e black metal melódico.
Longe de assumir um papel secundário, a banda subiu ao palco com a força que caracteriza sua proposta. Guitarras densas, vocais agressivos e uma execução sólida marcaram uma apresentação que permitiu percorrer parte de sua trajetória e mostrar o momento criativo vivido pelo grupo.
A atuação também ocorreu em uma fase importante para a banda, que trabalha na divulgação de “Into The Woods”, prévia de seu próximo álbum, *In Darkness All Shadows Gone*, previsto para outubro de 2026.
A experiência acumulada em palcos da Europa, América do Norte e América Latina ficou evidente em uma apresentação que cumpriu seu objetivo: demonstrar que o metal colombiano possui identidade própria e capacidade de dividir o palco com grupos de vasta trajetória internacional.
O Eshtadur preparou o terreno para uma noite em que o público teria a oportunidade de ver, pela primeira vez no país, dois nomes de destaque do metal extremo europeu.

Hecate Enthroned: tres décadas de oscuridad británica
A responsabilidade de abrir a jornada esteve em mãos de Eshtadur, grupo pereirano que, ao longo de cerca de duas décadas de trajetória, se consolidou dentro da cena nacional graças à sua combinação de death e black metal melódico.
Deixando de assumir um papel secundário, a banda se destacou no cenário com a contundência que caracteriza sua proposta. As guitarras densas, as vozes agressivas e uma execução sólida marcaram uma apresentação que permitiu percorrer parte de sua trajetória e mostrar o momento criativo que atravessava o grupo.
A atuação também ocorreu em uma etapa importante para o grupo, que se encontra trabalhando na promoção de “Into The Woods”, junto com seu próximo álbum, In Darkness All Shadows Gone, anunciado para outubro de 2026.
A experiência acumulada em cenários da Europa, América do Norte e América Latina ficou evidente em uma apresentação que se cumpriu com o propósito: demonstrar que o metal colombiano tem uma identidade própria e a capacidade de compartilhar cenários com agrupamentos de ampla trajetória internacional.
Eshtadur já preparou o terreno para uma noite em que o público teria a oportunidade de encontrá-lo, pela primeira vez no país, com dois representantes do metal extremo europeu.

Old Man’s Child: Galder retornou ao trono do black metal
A principal expectativa da noite recaía sobre o Old Man’s Child, projeto norueguês liderado por Galder, também conhecido por sua trajetória com o Dimmu Borgir.
Como parte da turnê *Return to the Throne – Latin America 2026*, o grupo chegou à Colômbia pela primeira vez para encontrar um público que, durante anos, aguardava a oportunidade de ouvir sua música ao vivo.
O show começou com “Towards Eternity”, seguida por “King of the Dark Ages” e “Doommaker”. Desde as primeiras faixas, a apresentação destacou os elementos que definem a sonoridade do Old Man’s Child: guitarras velozes, melodias sombrias e uma combinação de agressividade e atmosferas que o diferencia no cenário do black metal melódico norueguês.
O repertório seguiu com “Hominis Nocturna” e “Born of the Flickering”, músicas que remetem aos primeiros anos do projeto e a uma fase fundamental de sua evolução musical. Mais adiante, “The Soul Receiver” e “Twilight Damnation” ampliaram a jornada por uma discografia que manteve uma identidade reconhecível ao longo do tempo.
Um dos pontos altos da apresentação foi justamente esse diálogo entre as diferentes fases da banda. O repertório permitiu revisitar trabalhos como *Born of the Flickering*, *The Pagan Prosperity* e *Ill-Natured Spiritual Invasion* — discos essenciais para compreender a evolução de sua proposta musical.
A reta final contou com “God of Impiety”, “The Dream Ghost” e “Unholy Vivid Innocence”, antes de “The Millennium King” encerrar a primeira apresentação do Old Man’s Child em solo colombiano.
Com onze músicas, Galder e seu grupo ofereceram um panorama concentrado de diferentes momentos de sua história. Não se tratou apenas de resgatar composições cultuadas, mas de levar ao palco uma parte importante do legado do black metal melódico norueguês, diante de um público que finalmente pôde vivenciar essa experiência em Bogotá.

Uma noite que entra para a história do metal extremo colombiano
O evento de 20 de setembro apresentou três perspectivas diferentes de uma mesma cena. O Eshtadur representou a evolução do metal extremo nacional; o Hecate Enthroned aproximou o público de Bogotá da história do black metal britânico; e o Old Man’s Child protagonizou um dos momentos mais aguardados da noite com sua estreia na Colômbia.
O valor do evento residiu também na possibilidade de reunir bandas com trajetórias distintas, mas conectadas por uma mesma tradição musical. Para os fãs do gênero, foi uma oportunidade de ouvir ao vivo músicas que, durante anos, fizeram parte de sua relação com o black metal, além de descobrir ou reencontrar repertórios que não costumam chegar com frequência aos palcos colombianos.
Tendo o Royal Center como palco, o Bogotá Metal Fest reuniu três grupos que demonstraram diferentes formas de abordar o metal extremo. A primeira visita do Old Man’s Child e a estreia sul-americana do Hecate Enthroned acrescentaram um capítulo significativo à história recente dos shows de metal em Bogotá.
Uma noite para recordar, não apenas pelos nomes vindos da Europa, mas pelo encontro entre gerações, trajetórias e sonoridades que mantêm viva a cena do metal extremo.

