29 June, 2026

Linha Preta Responsiva

Resenha: Schattenmann “Endgegner”

O álbum, lançado no dia 13 de março deste ano, é o quinto da carreira da banda e traz uma surpresa de peso.

Schattenmann é uma banda de Nuremberg, na Alemanha. Eles são classificados como Neue Deutsche Härte (NDH), um gênero musical que surgiu na Alemanha na década de 90, combinando hard rock com forte ênfase em ritmos eletrônicos, cantado em alemão. Um estilo inovador que você definitivamente deveria explorar se curte metal industrial e gosta de bandas como Ministry, Rammstein e os primeiros Nine Inch Nails.

Em seu quinto álbum, o Schattenmann se distancia de seus trabalhos anteriores: *Endgegner* é mais pesado, mais denso e mais alto. Preparem-se.

As músicas são frenéticas, e as melodias e refrões cativantes — às vezes até “pop” — são envoltos por vocais estrondosos (incluindo growls em faixas como “Unmensch”), breakdowns, riffs pesados e uma base repleta de todos os tipos de efeitos eletrônicos.

O primeiro single do álbum, “Kein Komando”, mostra uma nova faceta da banda: uma faixa enérgica impulsionada por riffs de guitarra e vocais agressivos, mas que mantém o groove de suas raízes no NDH. O mesmo vale para faixas como “Kamikaze” e “Besser als der Rest”.

O álbum inclui algumas músicas que se encaixam na linha das baladas, poderíamos dizer: “Wir sind das Ende der Welt” e “Echoes”, esta última com uma amostra de vocais femininos suaves na abertura. Ambas as faixas são pesadas, mas, de certa forma, excessivamente suaves em sua abordagem, com letras que, sem o pano de fundo do hard rock, funcionariam bem em qualquer música pop ou dance.

Entrando no clima de festa, encontramos músicas como “Schna-na-naps”, 100% cativante, uma ode à bebida e à diversão, e a pegajosa “Einen Scheiß muss ich”.

A produção do álbum é muito boa: Henning Verlage fez um ótimo trabalho ao equilibrar todos os diferentes elementos sonoros e, apesar dos diferentes climas nas músicas, o álbum soa coeso.

Mas a nova abordagem musical do Schattenman, de alguma forma, não é muito convincente. Sim, a banda ficou mais pesada, mas esses elementos não trazem realmente nada de novo em termos de composição, com riffs e partes de guitarra bem básicos. As faixas parecem um pouco forçadas e artificiais até certo ponto. Dá para imaginar ouvir essas músicas em praticamente qualquer lugar, desde a rádio local até o supermercado, no casamento do seu primo ou em um comercial de carro. Sim, foram adicionadas músicas mais pesadas, mas, em muitos casos, elas não foram realmente integradas.

No entanto, forme sua própria opinião e dê uma chance ao álbum. Além disso, é sempre revigorante ouvir música que não seja cantada em inglês.

Nota 6/10

 

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