O EVIL LIVƎ regressou à MEO Arena com um cartaz concentrado, mas suficientemente diversificado para agradar a diferentes gerações de fãs de música pesada.
A abertura ficou a cargo dos Imminence, que cumpriram bem a missão de aquecer um recinto ainda em fase de enchimento. A banda sueca entregou um concerto sólido e deixou boas indicações para o restante da tarde.
Uma das primeiras surpresas do dia veio com os The Gathering. A histórica banda holandesa teve uma resposta do público bastante superior ao esperado, demonstrando que continua a reunir uma base de fãs muito fiel. Grande parte desse impacto deveu-se também à presença magnética de Anneke van Giersbergen. A vocalista esteve simplesmente irrepreensível, confirmando porque continua a ser uma das vozes mais marcantes do metal e do rock alternativo. Foi, sem dúvida, um dos grandes destaques da jornada.
Os Converge elevaram a intensidade ao máximo com uma atuação brutal, caótica e extremamente pesada. A energia da banda norte-americana nunca baixou e encontrou eco junto dos fãs mais dedicados, que responderam à altura.
Já os Mastodon foram recebidos de forma muito calorosa pela plateia. A banda mostrou toda a sua qualidade ao vivo e ainda brindou os presentes com uma novidade, interpretando um tema do álbum que será lançado em breve, momento que despertou particular entusiasmo entre os fãs.
O único momento verdadeiramente negativo do dia aconteceu quando os Megadeth cancelaram a sua atuação, uma ausência que deixou muitos espectadores naturalmente desapontados. O cancelamento foi acompanhado por comunicados distintos da banda e da promotora, com versões diferentes sobre os motivos da decisão, gerando alguma confusão entre os fãs.
Depois disto, e de muitas pessoas terem decidido ir embora, Marilyn Manson entrou em palco cerca de 15 minutos antes do previsto.
Quem ficou teve o privilégio de assistir a um espetáculo memorável. Um concerto intenso, visualmente arrebatador e que, sinceramente, só desiludiu por uma razão: soube a pouco. Ficou a sensação de que podia ter tocado mais algumas músicas.
Clássicos como Disposable Teens, Sweet Dreams (Are Made of This), The Beautiful People e muitos outros fizeram com que toda a arena se transformasse num enorme coro. Milhares de pessoas cantaram cada palavra do início ao fim, criando um ambiente arrepiante.
Visualmente, foi um espetáculo intenso e profundamente teatral. Entre o fumo, as luzes e toda a encenação, havia momentos em que apenas se via uma figura misteriosa a mover-se pelo palco. Marilyn Manson ainda andou em andas enquanto interpretava Tourniquet, tornando a sua presença ainda mais imponente e impossível de ignorar.
Foi um daqueles concertos que marcam qualquer pessoa que tenha estado presente. Intenso, teatral e inesquecível!


