Na última semana, Zamora, na Espanha, voltou a pegar fogo ao receber a 11.ª edição do Z! Live Rock Fest, realizada no recinto IFEZA.

Considerado um dos festivais de heavy metal e hard rock mais importantes da Península Ibérica, o evento reuniu 27 bandas nacionais e internacionais, cruzando diferentes gerações, estilos e abordagens da música pesada. Do bom e velho rock and roll aos nomes mais modernos que carregam o legado do metal para o futuro, houve espaço para tudo: heavy metal tradicional, power metal, thrash, death metal, black metal, metalcore e muito mais.

Foram três dias de celebração absoluta. Com um camping impecável, comida excelente, cerveja sempre gelada e uma organização que merece destaque, o Z! Live mostrou mais uma vez porque continua a crescer ano após ano. Mas agora é hora de falar do primeiro dia.

INÍCIO DO DIA 1 – É DADA A LARGADA

A quinta-feira começou escaldante. Muito calor, muito sol e uma ansiedade enorme por parte do público.

Já por volta das 15h30, a fila à entrada era significativa. Os fãs aguardavam ansiosamente pela abertura dos portões e nem o calor intenso foi capaz de desanimar alguém. Quando finalmente as portas abriram, a sensação foi imediata: o festival tinha começado!

Copos na mão, primeiros brindes feitos e toda a gente a correr para garantir lugar nos dois palcos principais. Estavam oficialmente abertos três dias de metal, festa e resistência.

HEADON

Headon @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Headon @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

Por volta das 16h15, se ouviu a intro. Então, abrindo o Silver Stage, à direita, os fãs já posicionados e preparados davam as boas vindas à banda espanhola Headon, com o seu heavy/power metal moderno, dando oficialmente o pontapé inicial no festival e assumindo a responsabilidade de aquecer o público.

Equilibrando peso e melodias marcantes, abriram o setlist com “Memento”, já com o público presente cantando e aproveitando cada instante. Esta apresentação integrou a promoção da sua mais recente turnê, a El Descenso Tour, dando também destaque às novas composições da banda, como a própria “Memento”, além de “Dogma” e “Un Nuevo Sol”, temas que apresentam uma abordagem mais agressiva, obscura e moderna.

Os integrantes se mostraram extremamente talentosos e dinâmicos em palco. Um destaque especial vai para a voz impecável e de grande alcance de Andy Martínez, complementada pelos guturais do baixista Sergio Ros, criando um contraste muito interessante com as linhas melódicas. Energia contagiante, grande atitude e uma excelente presença em palco do início ao fim.

O encerramento ficou a cargo de “Fiesta Pagana”, transformando os minutos finais de fato em uma festa. O público cantou, dançou e saltou sem parar, finalizando com maestria uma apresentação técnica, pesada e muito competente, que recebeu fortes aplausos dos presentes.

Setlist completo: 1. Intro | 2. Memento | 3. Sombras | 4. Dogma | 5. Asphyxia | 6. Constantine | 7. Revolución | 8. Liberate | 9. Un Nuevo Sol | 10. Fiesta Pagana

NOAH HISTERIA

Noah Histeria @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Noah Histeria @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

Abrindo o Copper Stage, por volta das 16h10, era a vez da banda valenciana Noah Histeria movimentar o público, que agora se alinhava à esquerda para acompanhar a apresentação, trazendo o seu rock/metal progressivo moderno.

Após uma apresentação mais pesada no palco vizinho, a banda teve um papel importante ao trazer um lado mais técnico ao festival, criando um contraste muito interessante. Agora era a vez de um espetáculo mais matemático e refinado, com tudo perfeitamente alinhado, das vozes aos instrumentais, milimetricamente precisos. É aquele tipo de show perfeito para ser contemplado, absorvendo cada detalhe.

Dando o pontapé inicial ao setlist, tivemos “Las vidas que no hemos vivido”. A estrutura da apresentação mostrou uma ótima mistura entre o material mais clássico da banda e as composições mais recentes. Canções como “Cuerpo”, “Bailemos” e “Ville Neuve” fazem parte do álbum mais recente, OJEPSE, lançado em 2022. Já faixas como “Hautefaye” e “Coloso” pertencem ao aclamado segundo álbum, Hautefaye, de 2017.

Vale destacar os vocais de Juan Giner, com uma voz limpa, suave e extremamente controlada, além de todos os instrumentistas, impecáveis e técnicos em níveis que poucos conseguem alcançar. Tudo ali soava muito bem calculado, mas sem perder emoção ou impacto.

Foi uma ótima dose de técnica e energia para o festival, em uma apresentação que conquistou o público e terminou com a banda sendo ovacionada.

Setlist completo: 1. Las vidas que no hemos vivido | 2. Cuerpo | 3. Hautefaye | 4. Bailemos | 5. Coloso | 6. Los fantasmas de las vidas… | 7. que no viviré | 8. Ville Neuve

SERIOUS BLACK

Serious Black @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Serious Black @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

Voltando ao Silver Stage, já por volta das 18h15, era hora de elevar ainda mais os níveis com uma das bandas mais aguardadas daquela tarde: o supergrupo Serious Black, trazendo toda a força do seu Power Metal potentíssimo e energizante. A banda entregou um show dinâmico, preciso e extremamente animado, formando grandes coros com o público, que os recebeu com muita empolgação e peso. Afinal, àquela altura, o palco já estava visivelmente mais cheio do que nos shows anteriores.

Com uma abertura forte através de “Open Your Eyes”, o show seguiu em ótima crescente. Grandes hinos como “Tonight I’m Ready to Fight” e “High and Low” incendiaram a reta final do setlist com pura animação. Mas foi durante o hino “Serious Black Magic”, cantado em grande coro e com braços erguidos para o alto, que tivemos um dos momentos mais especiais da apresentação.

Em determinado momento, já na fase final do show, a banda explicou ao público que o baixista Mario Lochert não estava presente por questões de saúde. Ali, pediram uma grande ovação e ainda filmaram o público chamando por Mario, criando um momento genuinamente bonito.

Com um aproveitamento de palco muito bom, o público absorvia cada música pulando sem parar e abrindo espaço para muito headbanging. O vocalista Nikola Mijić era simpatia pura, interagindo com enorme energia com o público, além de não decepcionar em absolutamente nada com seus vocais poderosos e agudos que rasgavam o ar.

Foi realmente um show ótimo, bonito, energético e muito divertido de participar!

EVIL INVADERS

Evil Invaders @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Evil Invaders @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

De volta ao Copper Stage, era momento de explodir com uma das grandes forças do Speed/Thrash Metal europeu: os belgas Evil Invaders. E ali o público já estava em grande peso, pronto para riffs rápidos e cortantes, naquela pegada que remete diretamente à era do puro aço oitentista.

Abriram o set com a poderosa “Feed Me Violence”, seguida de “As Life Slowly Fades”, sem qualquer concessão. À medida que o setlist avançava, os primeiros mosh pits do dia começaram a se abrir, e toda a apresentação seguiu exatamente assim: caótica, no melhor dos sentidos.

Um dos grandes pontos altos foi o cover de “Witching Hour”, do Venom, presente no disco ao vivo Surge Of Insanity: Live In Antwerp 2018, onde o guitarrista Max Mayhem assume os vocais principais, dividindo toda a agressividade com Johannes “Joe” Van Audenhove. Ninguém ficava parado, e o público mais à frente se organizava entre muito headbanging, circle pits e até tentativas constantes de crowd surfing.

Os caras no palco são realmente explosivos. Não param por nada, com riffs rápidos e cortantes que contagiam todo público no melhor estilo true metal. E mesmo quando, já mais para a metade da apresentação, trouxeram a balada “In Deepest Black”, o público não esfriou, muito pelo contrário: cantou junto sem parar.

Já na reta final, com “Die for Me” e a clássica “Raising Hell”, a banda se estendeu em longos solos, e todos aproveitaram cada segundo até o fim. Para mim, foi uma das melhores apresentações até aquele momento. Nada como a energia de um speed metal para nos colocar ainda mais para cima.

O encerramento veio acompanhado de muitos aplausos e ovações. A banda ainda fez algumas brincadeiras e agradeceu calorosamente ao público, com direito a Max indo ao chão durante um solo, enquanto Joe se despedia de forma extremamente orgulhosa.

Setlist completo: 1. Feed Me Violence | 2. As Life Slowly Fades | 3. Hissing in Crescendo | 4. Mental Penitentiary | 5. In Deepest Black | 6. Sledgehammer Justice | 7. Witching Hour (Venom cover) | 8. Die for Me | 9. Raising Hell

BURY TOMORROW

Bury Tomorrow @ Z! Live 2026 | Photos by Javier Bragado - @javierbragado
Bury Tomorrow @ Z! Live 2026 | Photos by Javier Bragado – @javierbragado

Novamente no Silver Stage, era hora de trazer a força da modernidade. Abriu-se espaço para os ingleses Bury Tomorrow, um dos pilares mais sólidos e respeitados do metalcore europeu atual, com um público bem numeroso à sua frente.

A banda, liderada por Daniel Winter-Bates, se mostrou potente como nunca, com muita energia, emoção e em excelente forma. A propósito, estavam ali celebrando seu 20º aniversário com um show em apoio ao álbum Will You Haunt Me, With That Same Patience, lançado em maio de 2025, dando um bom destaque a esse trabalho dentro do setlist.

Abrindo com “Choke”, seguida de “Abandon Us”, o público cantava e já se preparava para cada sessão de breakdowns que vinha pela frente. Os moshs eram cada vez maiores, com círculos bem concentrados, abrindo espaço também para um wall of death em determinado momento.

Dani já carrega sua simpatia no bolso, é realmente um amor, e claramente adora conversar com os fãs. Em dado momento, inclusive, se jogou nos braços do público em um crowd surfing. Assim como já vi em outra oportunidade, ele gosta de contar histórias com calma, sem pressa, e isso cria um vínculo muito especial em suas apresentações. Estava visivelmente inspirado e feliz, e o público devolvia tudo isso com a mesma intensidade.

Já passando da metade do show, um dos momentos mais marcantes veio com “Boltcutter”. Antes da faixa, Dani disse que não importava se você era mais novo ou mais velho, ele queria todo mundo pulando e usando as próprias pernas. E assim a música começou com a energia no topo, com todos interagindo em palmas desde o primeiro segundo, pulando sem parar e cantando os refrões com força total.

Na reta final, fechando com energia máxima e levando os fãs à completa loucura, vieram “Black Flame” e “DEATH (Ever Colder)”. Saíram do palco visivelmente felizes, completamente ovacionados por um público fiel e devoto, consolidando a banda como um dos grandes destaques modernos deste primeiro dia de festival.

Setlist completo: 1. Choke | 2. Abandon Us | 3. Let Go | 4. Villain Arc | 5. What If I Burn | 6. Boltcutter | 7. Yokai | 8. Black Flame | 9. DEATH (Ever Colder)

EMPEROR

Emperor @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Emperor @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

Na frente do Copper Stage, muita gente agora se reunia para o culto, em um entardecer particularmente bonito. O calor começava a ceder, deixando o clima muito mais agradável para o que estava por vir: uma missa negra imponente.

Emperor, uma das bandas norueguesas mais lendárias e influentes da história do black metal mundial, estava prestes a entregar seu já conhecido espetáculo. Quando Ihsahn e companhia entraram em palco, foram ovacionados sem parar, e ele já surgiu com certa simpatia, acenando para todos.

A banda apresentou uma seleção destruidora de clássicos, focada principalmente em seus dois primeiros e mais icônicos álbuns, In the Nightside Eclipse (1994) e Anthems to the Welkin at Dusk (1997). Não era difícil imaginar que o som estaria refinado e cirúrgico, como já se espera de uma banda dessa magnitude. Não precisava de muito. Já estávamos completamente rendidos ao que nos aguardava, em grande expectativa.

O show foi dividido em dois atos + encore, passando por seus trabalhos mais clássicos de estúdio. A primeira parte teve início com a intro mecânica de “Nightside”, seguida pela destruição de “Into the Infinity of Thoughts”. O concerto avançou com “In the Wordless Chamber”, “With Strength I Burn”, entre outras, até culminar no encerramento deste primeiro ato com “Inno a Satana”.

Para a segunda parte, nos aguardava um momento ainda mais especial. O backdrop foi trocado, a noite já havia caído por completo, e ali se consolidava a sensação de que aquele era um show que definitivamente funciona melhor sob a escuridão. Faust na bateria e Mortiis no baixo subiram ao palco, reunindo a formação clássica para apresentar na íntegra o EP de estreia autointitulado, lançado em 1993. O público estava em transe, acompanhando cada nota em um misto de headbanging e corpos balançando em sincronia.

Para o ato final, retornaram Trym Torson na bateria e Secthdamon no baixo, trazendo o encore para finalizar todo aquele espetáculo em perfeita harmonia e devoção com “Ye Entrancemperium”. A despedida oficial aconteceu ao som mecânico de “The Wanderer (Outro)”, com a banda reunida à frente do palco para agradecer em meio a aplausos calorosos e reverência total do público.

A atmosfera criada ali, somada ao profissionalismo absurdo apresentado pela banda, deixou ainda mais claro por que continuam sendo um alto calibre inquestionável dentro do metal extremo!

Setlist completo: SET I – 1. Nightside (Intro – som mecânico) | 2. Into the Infinity of Thoughts | 3. In the Wordless Chamber | 4. With Strength I Burn | 5. The Loss and Curse of Reverence | 6. An Elegy of Icaros | 7. Inno a Satana | SET II com Faust & Mortiis – 8. Ave satani (Intro – som mecânico) | 9. I Am the Black Wizards | 10. Wrath of the Tyrant | 11. Night of the Graveless Souls | 12. Cosmic Keys to My Creations & Times | ENCORE – 13. Ye Entrancemperium | 14. The Wanderer (Outro) (som mecânico)

OPETH

Opeth @ Z! Live 2026 | Photos by Javier Bragado - @javierbragado
Opeth @ Z! Live 2026 | Photos by Javier Bragado – @javierbragado

A noite já estava completamente sobre nossas cabeças, e o frio começava a chegar. Era momento do mais puro death metal progressivo no Silver Stage com nada menos que os suecos Opeth, headliners da noite e um dos nomes mais revolucionários e respeitados de toda a história da música pesada, com suas nuances complexas unindo riffs brutais e passagens atmosféricas de forma única.

O grupo liderado por Mikael Åkerfeldt entrou em um palco verdadeiramente lindo. A satisfação da banda era evidente naquele que marcava o primeiro show da sua tour de verão. Como esperado, a apresentação seguiu impecável, como já é marca registrada da banda. Sem falhas!

O pontapé inicial do set veio com “§1”, do mais recente álbum de estúdio, The Last Will and Testament (2024), com o visual do ecrã belíssimo, te puxando para dentro do universo do Opeth, onde os instrumentais se misturavam com as paisagens projetadas ao fundo. É fácil entrar em transe, apenas balançando de um lado para o outro enquanto se acompanha cada nota.

Seguindo o set, para além das faixas do último lançamento, a banda também passeou por diferentes fases da carreira, visitando Ghost Reveries (2005) com “The Grand Conjuration”, Heritage (2011) com “The Devil’s Orchard”, Damnation (2003) com “To Rid the Disease”, Still Life (1999) com “Godhead’s Lament”, e Blackwater Park (2001) com “The Drapery Falls”, fechando tudo com maestria através de “Deliverance”, do álbum homônimo de 2002.

Entre uma faixa e outra, houve várias pausas para conversas com o público, com Mikael esbanjando sua já conhecida simpatia e humor peculiar. Além disso, seus guturais estavam mais brutais do que nunca. É difícil apontar um ponto alto em um show como esse, porque cada música foi absorvida por inteiro por cada fã devoto e ansioso que estava ali.

A apresentação acabou sendo um pouco menor do que o esperado. Em vez de 1h40, recebemos cerca de 1h30. Ainda assim, foi um show feliz, animado e bastante interativo, algo que certamente tem enorme valor para os fãs de longa data.

Ao final, se despediram sem pressa, reunindo-se calmamente à frente do palco para aplaudir o público, recebendo aplausos de volta em uma troca bonita de respeito e admiração. Apenas impecáveis, em todos os sentidos!

Setlist completo: 1. §1 | 2. The Grand Conjuration | 3. §7 | 4. The Devil’s Orchard | 5. To Rid the Disease | 6. §3 | 7. Godhead’s Lament | 8. The Drapery Falls | 9. Deliverance

DELALMA

Delalma @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Delalma @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

De volta ao Copper Stage para a última apresentação deste palco, era hora de receber o supergrupo espanhol Delalma, que une o peso do metal contemporâneo a uma rica carga lírica, teatral e melódica.

Mesmo após tantos shows ao longo do dia, o público à frente do palco ainda se encontrava em bom número, apesar de muitos já terem deixado o recinto. Permanecia ali uma parcela realmente devota e incansável, pronta para absorver cada último momento daquela longa jornada musical.

A banda trouxe uma produção caprichada, com um cenário de cemitério muito bem elaborado, incluindo até um mausoléu no palco. Na bagagem, carregavam duas novidades lançadas naquele ano, os álbuns Santa e Compaña.

Abriram o set com “Compaña”, com os vocais de Ronnie Romero, dando início a um espetáculo visualmente muito bonito e musicalmente bastante agradável. Na sequência veio “Néboa”, agora com os vocais de José Andrëa, e a banda passou a intercalar as vozes de música para música, em faixas como “Mañana vuelve a oscurecer” e “La ira del mirlo”. Essa alternância vocal funcionou muito bem, trazendo dinâmicas diferentes ao show e deixando tudo ainda mais interessante.

Em “Delalma a través”, subiu ao palco junto de Ronnie o vocalista da Headon, Andy Martínez, contribuindo com seus agudos cortantes e adicionando ainda mais peso à performance.

Já na reta final do set, “Cosas por decir” trouxe Ronnie e José cantando e performando juntos, antes do encerramento com “Cárcel de cristal”, reunindo todos os vocais em palco em uma performance grandiosa, que agradou bastante ao público, claramente entretido e se divertindo. Foi um show realmente muito bonito!

Setlist completo: 1. Compaña | 2. Néboa | 3. Mañana vuelve a oscurecer | 4. Voy muriendo | 5. La ira del mirlo | 6. Delalma a través | 7. El mirlo | 8. Cosas por decir | 9. Cárcel de cristal

DRAGONY

Dragony @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography - @fceaphotography
Dragony @ Z! Live 2026 | Photos by Fran Cea Photography – @fceaphotography

Encerrando o Silver Stage e, com ele, o primeiro dia de festival por completo, era a vez do Dragony, trazendo seu Symphonic Power Metal diretamente da Áustria.

Infelizmente, boa parte do público já havia ido embora, o que é compreensível pelo horário avançado. Ainda assim, sempre podemos contar com uma parcela incansável de fãs na frente do palco, e, considerando a hora, ainda havia bastante gente por ali.

Já madrugada adentro, a banda trouxe faixas como “Twilight of the Gods”, “Gods of War” e “Wolves of the North”, com a vocalista Maria Nesh e o vocalista Siegfried “The Dragonslayer” Samer intercalando suas vozes em uma apresentação muito bonita. Foi um show em que o público estava mais contido, mas isso era totalmente compreensível após tantas horas intensas de festival. Ainda assim, a banda conseguiu animar os presentes e fazer muitos dançarem ao seu som.

E assim, encerraram o primeiro dia mantendo acesa a chama para o que ainda viria pela frente. Foi um verdadeiro teste de resistência e paixão para os fãs que permaneceram até o fim. O grupo agradeceu imensamente a entrega do público, mesmo àquelas horas e já sob o peso do cansaço. E sinceramente, parabéns a todos por isso!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O primeiro dia foi um excelente pontapé inicial para o festival, com uma variedade enorme de estilos musicais, algo que torna toda a experiência muito dinâmica e interessante para fãs de diferentes vertentes da música pesada.

Para além dos shows, preciso destacar o quanto toda a estrutura do festival estava agradável. Comida boa, espaço amplo, ótima organização, balneários limpos, segurança eficiente e, principalmente, o camping, que merece destaque especial.

E aqui reforço o que já havia adiantado: foi, sem dúvidas, o melhor camping em que já estive. Tudo impecavelmente organizado, incluindo banheiros com água quente para podermos tomar banho e recuperar as energias depois de um dia longo e intenso. Parece detalhe, mas quem frequenta festivais sabe o quanto isso faz diferença.

Tudo estava realmente muito acima da média de muitos festivais!

Agradeço por este primeiro dia e por essa excelente primeira experiência no Z! Live.