Artificial celebra sua primeira apresentação — Barquisimeto, Venezuela
Subtítulo: O metal industrial toma a pizzaria Pertutti em uma noite de conceito e intensidade
Na noite de 02 de novembro de 2025, no estado Lara (Venezuela), a banda venezuelana de metal industrial Artificial realizou sua primeira apresentação ao vivo na pizzaria Pertutti, com início previsto para as 19h.

O show começou com o logo da banda acendendo ao fundo do palco, mudando levemente de forma na penumbra —um efeito que abriu a noite e criou imediata expectativa. Poucos minutos depois subiu ao palco o baterista Antonio, posicionando-se no instrumento; logo em seguida chegaram Dany (guitarra e voz principal) e Miguel (baixo e coros).
A abertura ficou por conta de “Donde”. Já no intro, o impacto daquele som industrial característico se fez presente: texturas eletrônicas, batidas secas e uma densidade sonora pouco usual para o público local, que respondeu com curiosidade e apreciação.
Em segundo lugar tocaram “Fobia”, faixa mais escura e um pouco menos acelerada, com uma distorção vocal em Dany Artificial que acrescentou um timbre saturado ao conjunto e intensificou a estética industrial da apresentação.

A terceira música, “Sublime”, aprofundou a atmosfera: mais lenta, densa e sombria, com explosão no meio do tema graças a uma guitarra distorcida e a um grito agudo que transformou a segunda parte numa passagem de escuridão sutil para uma escuridão mais pesada.
O quarto tema foi “Control”, numa versão híbrida que surpreendeu: a banda mesclou elementos da versão original presente no álbum Despierta com a versão single mais rápida —o resultado agradou e mostrou vontade de reimaginar o próprio repertório.
Na sequência, tocaram “IA”, onde se destacou o contraste entre versos lentos e coros repletos de sons digitais e camadas de distorção —um recurso já perceptível no primeiro álbum Despierta. O público acompanhou atento, absorvendo as nuances entre o orgânico e o sintético.
Logo após veio “Robot”, com presença mais pesada: a voz de Dany manteve a distorção “robótica” enquanto Miguel (baixo) se movimentava pelo palco, ajudando a construir uma performance visual tão incisiva quanto sonora.
O tema “Fake News” se destacou pela cadência rítmica —uma peça mais dançante dentro do universo industrial interpretado pela banda— antes do encerramento com “Idiotización”, um dos números mais enérgicos do set.

No final de “Idiotización”, vozes androides surgiram em playback convidando o público a “despertar do letargo da manipulação mundial” —uma proposta conceitual que reforçou a mensagem do grupo. Após os músicos deixarem o palco, as luzes se apagaram e a noite foi finalizada com alguns temas eletrônicos como pós-show.
Foi, em suma, uma apresentação atípica e bem-sucedida: para ouvintes acostumados com propostas convencionais, Artificial ofereceu uma experiência fora do comum, rica em camadas sonoras e coerência conceitual.
Para fãs de propostas que unem eletrônica, ruído e atitude performática, a apresentação deixou claro que Artificial está pronta para ocupar espaços e desafiar expectativas —idealmente em palcos maiores e festivais. Seguiremos atentos às próximas datas e à evolução do projeto.
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