Com bastante antecedência, a fila já se formava na portaria do Terra SP, na Zona Sul de São Paulo/SP. Em uma invasão quase totalmente polonesa, esta não seria uma noite comum na capital paulista. A profana trindade se fazia presente…

A LIBERATION  havia preparado um verdadeiro ritual para este domingo cinzento.
Os céus davam o prenuncio de que algo estava para acontecer, não havia sol e nem mesmo flores da primavera. Uma nuvem negra de camisas pretas rodeava o lugar, pois sabiam qu ali se concentraria um dos eventos mais extremos deste ano em São Paulo.

Não obstante, a medida que as filas iam aumentando, já tinha a percepção e a dimensão, que a destruição seria total. Não menos que avassaladora, a apresentação destes três representantes do Metal Brutal e obscuro, eram aguardados com máxima expectativa.

Será que BEHEMOTH, DEICIDE e NIDHOGG entregaram boas apresentações?
Vamos saber a partir de agora…

Sem intercorrências ou quaisquer dificuldades, o público chegou e se acomodou nas pistas e camarotes. A casa abriu seus portões pontualmente ás 18:00 e logo menos, via se as quantidades de alimentos sendo entregues aos responsáveis pela segurança e validação dos ingressos/entradas.

Já la dentro, luzes vermelhas recebiam aos que adentravam e ao fundo no telão aparecia o logo de NIDHOGG, a banda que de forma oficial é um duo, mas trouxe consigo uma banda de suporte, no intuito de entregar aos fãs, uma experiência sonora além de destruidora, mais completa o possivel.

A partir de então, a hora não parecia passar, a expectativa e a ansiedade aumentavam.
A sede por som extremo já era absurda. Então, eis que às 18:59, sombras surgiam no altar, digo palco. Era chegada a hora infãme, NIDHOGG e seus sacerdotes iniciaram o rito sombrio que estava por vir. De forma brutal e impiedosa, já chegando com impacto e ódio, NIDHOGG ostentava uma blasfêmica coroa de espinhos. E sem pompas já iniciaram com a brutal “Narcisus“, entregando um som com intensidade, riffs fortes, muita destruição e blasfêmia. Lembrando um pouco a pegada do Satyricon, bem na veia do Black Metal norueguês, embora sua patria mãe seja a Polônia.
E segurando a peteca, mantendo o alto nível foi a vez de Mental Lycanthropy and the Calling of Shadows”. Soturna, brutal e gélida trouxe a alcateia das sombras para este profano ritual.Som rápido e que emana muita energia e no ao vivo, se torna ainda mais matadora. Sem deixar de frizar que NIDHOGG veio acompanhado de um time de peso para esmerilhar estas pedradas.

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Antes da proxima invocação, foi tocada “Dracula“, no sistema de som. É importante frisar, que durante todo o tempo, a banda toda agitou muito e tentou mesmo aparentemente rouco, interagir com a galera  em São Paulo). Percebia -se um esforço para interagir.
Apresentou sua banda, mas não mencionou o nomes dos contratados, mas sabemos que tem muita gente incrível nesta formação.

Então em seguida, foi a vez de “Transilvania”,mantendo a crueza e um repertório de alto nível.Uma explosão de pura maldade e perversidade. “Sic Luceat Lux“, não poderia ficar de fora do set deste artista que vem ascendendo altos patamares na cena Polonesa e mundial.
Em seguida foi a vez de tocar dois sons de sua antiga banda, o Wilczyca, tocando inclusive a música homônima “Wilczyca” e em seguidahordaque são também, dois trabalhos (álbuns) lançados. Infernais, brutais e ao mesmo tempo distintas, talvez gravados em situações e momentos diferentes e que ao vivo, soam de forma surreal, mantendo uma atmosfera soturna e gelida. Muito da influência do Black Metal dos anos 90.
Influências bem claras, mas um som com personalidade.
A seguir foi a vez de “Wyrocznia“, um tributo a KAT, banda polonesa de Metal, inclusive bastante influente na Polônia ( seu país natal) e leste europeu.Que ficou simplesmente animalesca.

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Durante a apresentação o público vibrou, agitou muito e gritou seu nome. E esta exaltação foi muito bem recebida pelo artista e pela banda, que durante a apresentação “rodou” no palco e indo a cada extremo para interagir com o público. Não deixando de ressaltar que seu show, tem um show a parte: A inspiração á teatralidade, desde a coroa de espinhos, ao vivo bebericado durante o show e a taça jogada ao chão, até se rastejar pelo palco.  Muito doido! (risos).
E não menos importante, foi a hora de mostrar a sua reverência e respeito ao público brasileiro em São Paulo, do “neida”, exibe uma camisa com as cores do Brasil e a veste no meio do palco. A essa hora o público ainda pensava que seria apenas uma singela homenagem ao Brasil. Até soltar palavras em referência ao nosso glorioso SEPULTURA.
E ele soltou nada mais e nada menos, que a icônica “Territory“. Onde antes de começar a cantar, fez menção a guerra Ucrania x Russia. Aparentemente, o artista é sensível a causa ucraniana e solidário a Wolodymir Selensky e trouxe palavras sobre a guerra e sobre a menção de guerra por territorio.

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Desta forma, encerrou então sua apresentação, que foi demasiadamente impressionante.
Muitos pensaram que não traria impacto mas trouxe. Inclusive, segurou muito bem a responsabilidade de abrir para duas das maiores potências do Metal extremo mundial, o poderoso BEHEMOTH e o lendário e grandioso DEICIDE. Entregou uma baita apresentação.

Formação: Nidhogg + suporte (normalmente artistas poloneses)..

Setlist
01. Narcissus
02. Mental Lycanthropy and the Calling of Shadows
03. Dracula
04. Transilvania
05. Sic Luceat Lux
06. Wilczyca (Wilczyca cover)
07. Horda (Wilczyca cover)
08. Jeszcze Zemsci Sie Ziemia
09. Wyrocznia (KAT cover)
10. Territory (Sepultura cover).

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Seguindo o cronograma de forma pontual, às 20:00, as lendas do Death Metal mundial, subiram ao palco, o DEICIDE. O público gritou muito quandos os integrantes começaram a adentrar ao palco. Antes mesmo de começar a tocar, Glen Benton passou por ali e foi ovacionado pelo público. Ele passou com uma mochila de rodinhas, de um lado para o outro do palco, até pegar seu baixo e iniciar junto com a banda, a apresentação violenta que estava reservada para aquela noite.

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Sem muitas delongas, a banda já inicicou com a poderosa “When Satan Rules His World”,do icônico disco “Once Upon The Cross”, que já foi reconhecida de imediato pelo público que começou a vibrar logo nos primeiros riffs. Inclusive “Once Upon The Cross” e outras que foram pedidas, foram tocadas, inclusive vou citar a seguir. Se não me engano, o set foi bem parecido ou igual ao setlist apresentado em Curitiba.
A seguir, foi a vez de outro clássico da icônica banda, a faixa “Carnage in the Temple of the Damned“,outro som brutal, esta desta vez, do clássico que leva inclusive o nome da banda.
A esta hora o público já estava ensandecido, muitos hipnotizados olhando apenas para o palco contemplando o maioral dos maiorais. E enquanto outros já ensaiavam puxar aquele insano moshipt, que inclusive ocorreu em diversos momentos. Enqianto isso, as musicas seguiam sendo requisitadas pelo público.

Nota: Um pequeno problema tecnico (atraso), na trilha de abertura de “Carnage in the Temple of the Damned”, ocorreu durante a apresentação, mas nada que tirasse o brilho da apresentação. Mas que visivelmente deixou Benton irritado, yanto que houve por parte deles, mais acenos ao públicos e palhetas distribuidas ao público, mas nada tão expansivo.

O que isso importa? Era o Glen Benton, era o DEICIDE e muitos ali eram fãs que já haviam visto a banda várias outras vezes e queriam apenas ouvir sua visceral arte brutal e blasfêmica. Inclusive o público cantou junto os seus hinos malignos.

 

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Seguindo a sequência foi a vez de “Bury the Cross… With Your Christ”, faixa do seu disco mais recente, o “Banished By Sin” (2024). Inclusive álbum este, que está sendo um dos motivos da tour, divulgar e espalhar a palavra abissal deste potente trabalho. Que pedrada foi esta, meus caros? Passou um caminhão por cima e nem deu tempo de anotar a placa. O vídeo desta faixa é um “especial de natal” sensacional (risos).

Retomando os clássicos, foi a vez de “Behead the Prophet (No Lord Shall Live)”,uma pedrada esmagadora Death/Thrash, do memorável disco “Legion“. Recomendadíssimo inclusive. E antes de falar da próxima, quero deixar registrado a minha admiração pela forma que os vocais são conduzidos, sempre com um vocal gutural monstruoso em sincronia com um segundo vocal, mais rasgado. O efeito que isto causa é monstruoso e alinhado uma sonoridade extrema, fica ainda mais surreal ao vivo.

Enfim, foi a vez da avassaladora “Once Upon the Cross”,que foi celebrada pelos fãs, seja agitando e/ou no mosh, e o comecinho foi gritado de forma uníssona pelo público. Um classico que tem sempre que estar presente. O som é apreciado por antigas e novas gerações de bangers. A blasfêmia era celebrada a cada verso maligno proferido. Abissalmente monstruoso ouvir e assistir a banda tocar essa pedrada ao vivo.
E intercalando com as indispensáveis, veio mais uma canção daquelas, devastação total, fi a vez de “From Unknown Heights You Shall Fall”, outra do álbum novo. Pura violência! Esmaga crãnios, causadora de torcicolos e dores no pescoço no dia seguinte.
Que tem inclusive um belíssimo solo de guitarra.

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Do álbum “Deicide“, foi a vez de “Sacrificial Suicide”, baita petardo, uma pérola “espanca cerébro”, que paulada foi essa? Loucura.
A seguir e mantendo a hecatombe sonora ocorrendo no Terra SP, foram as vezes de “Sacrificial Suicid”, “Satan Spawn, the Caco-Daemon” e “Sever the Tongue” Impossivel não bangear ao som de qualquer uma destas preciosidades infernais.
Outro som muito apreciado pelos fãs e que foi executada no palco, foi a icônica “In Hell I Burn”. E nesse meio tempo, os moshs eram mobilizados e desmobilizados. Eu mesmo “devolvi” algumas pessoas para o moshpit (risos).

They Are the Children of the Underworld” foi outro petardo do “Once Upon The Cross”, a ser tocada, na minha singela opinião… uma das mais incríveis, sem tirar o mérito de que este foi um dos primeiros álbuns da banda, que ouvi nesta minha trajetória banger.
Soou mais nostalgica, não que as demais não o tenham sido. Esse som tem uma algo a mais, não me peça para explicar o que, talvez a constância da brutalidade e a forma do encaixe dos riffs, som visceral.
E falando em som visceral e de nostalgia, foi a vez dela, a icônica e requisitada por todos(as), a “Scars of the Crucifix”.que é também o nome do álbum, lançado lá no começo dos anos2000, no de 2004 mais precisamente. Passados 20 anos, é um som que segue sendo com certeza um dos mais brutais do set da banda.

A bestialidade impolída de “Dead by Dawn” também teve a sua vez. Diabólica e visceral, não teve quem permanecesse no lugar. Grande clássico!!!!
E como tudo na vida, tudo sempre tem o seu momento final – Não era o desejado, pois se houvesse a possibilidade de estender o set, o público não ficaria chateado não, viu? ( risos). Então foi a vez da infame “Homage To Satan“, tão destruidora e avassaladora quanto “Dead By Dawn”, e que se propagou, se tornando talvez uma das mais conhecidas por conta do seu videoclipe, que deixaria qualquer senhorinha católica de cabelos em pé.
Lembrou do clipe do padre possuido? É ela mesma! (risos). O puro suco da deliciosa e sabora blasfêmia nossa de cada dia. Além de impiedosa e de riffs  e solo marcantes, a sua violência sonora cresce em uma escalada sem precedentes, totalmente aniquiliadora.

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E assim encerrou se a apresentação dos assassinos do deus cristão.
Ah, achou que eu não iria falar sobre a nova formação?
Sinceramente, ach que funcionou demasiadamente bem, houve sincronia e sintonia.
Não houve muito papo, mas o som “comeu” de 80. Afinal estamos falando de veteranos que estão em uma extensa tour que começou no Brasil, semanas atrás e que teve sua última data em São Paulo. O cansaço e aquela irritação do começo, podem ter gerado algum desconforto. Mas que conforme eu disse, foi superado. A entrega da apresentação foi ímpar. Magistral!!!! Steve, foi o que mais estava aberto a “simpatia”, acenou ao publico e sorriu, antes de começar a aula de demolição. De forma uniforme a os mestres apresentaram muita técnica e precisão, principalmente “Conan“.
Taylor segurou bem para caramba a guitarra e o vocal com Benton.
BENTON
, que aliás demonstrou o motivo de ser considerado um dos mestres do Death Metal, foi simplesmente impecável. A sabedoria de décadas de Metal extremo aplicados em uma aula sobre performance, construção sonora e principalmente, compromisso com o sm extremo. Quanto mais dilacerante… melhor.

Formação:
Glen Benton: Vocal e baixo.
Steve Asheim: Bateria.
Jadran “Conan” Gonzalez: Guitarra.
Taylor Nordberg: Guitarra

Setlist
01. When Satan Rules His World
02. Carnage in the Temple of the Damned
(Start delayed by technical issues)
03. Bury the Cross… With Your Christ
04. Behead the Prophet (No Lord Shall Live)
05. Once Upon the Cross
06. From Unknown Heights You Shall Fall
07. Sacrificial Suicide
08. Satan Spawn, the Caco-Daemon
09. Sever the Tongue
10. In Hell I Burn
11. They Are the Children of the Underworld
12. Scars of the Crucifix
13. Dead by Dawn
14. Homage for Satan

Por fim, chegou a vez dos bestiais demônios do Leste ( Leste europeu), mais conhecido como BEHEMOTH.
Pontualmente, às 21:30 no telão no palco, videos começaram a rolar e os integrantes da banda, cada qual foi se posicionando para esta grande noite.
E já chegaram sem cerimônia, já abriram com a caótica “The Shadow Elite“, uma pedrada que vem semelhante a uma voadora, com os dois pés no peito e te jogando longe. Uma baita pancada.Faixa que abre inclusive, o seu álbum mais recente ” The Shit Ov God‘, (2025). Meus queridos e queridas, depois desta foi um desfile só de hiits.
Músicas já consolidadas na carreira e da banda, que surpreendeu e ao mesmo tempo agrafou e deixou  fãs boquiaberos. Sinceramente, dai para a frente não teve uma única, que não tenha sido cantada pelo público. que estava ansioso por este momento.

A seguir foi a vez de “Ora Pro Nobis Lucifer“,  seu refrão, a prece infernal ecoou vastamente pelo Terra SP, sendo cantado com fôlego e paixão pelo público.
A impiedosa pedrada “Demigod’ também não poderia ficar de fora.  Rapida e imponente é uma das minhas prediletas (inclusive).

A faixa que dá nome ao álbum mais recente da banda, e motivo da tour foi tocada e já parecia uma canção das antigas, pois foi entoada sem nenhum temor pelo público. Estou falando da poderosa ” The Shit Ov God”. devastadora.Tendo as frases “We Are The Shit Ov God’ e  “Eat My Flesh, Drink My Blood, I’m The Shit Ov God“, sendo repetidas quase como um mantra.(Arrepiante). A próxima faixa, o vocalista Nergal deu pistas e o público a reconheceu instantaneamente, a prpxima foi a poderosa “Conquer All‘. Independente de quantos anos atrás foi lançada. é com certeza uma das mais pesadas da banda.

Quando mencionei que este era um desfile de hits, a próxima é querida de todos, a “Blow Your Trumpets Gabriel“. Sendo assim, a máquina de hits não parou, foi a vez da impressionante “Ov Fire and the Void”, a medida de seus compassos, a galera batia cabeça juntos. BRUTAL!!! Baita som das antigas.

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Na sequência veio “Lvciferaeon” outra canção do poderoso álbum “The Shit Of God‘, intensa e pesada. Canção a qual o publico já estava familiarizado e já dava a impressão de uma canção das antigas, por conta desta forma que são elaborados seus refrões e métricas. Um som novo com a essência do BEHEMOTH, talvez por isto, similaridades e particularidades desta, a tenham tornado uma canção “estranha’ e sim, uma velha amiga.

Falando em “conhecidas”, “Bartzabel‘ foi a próxima ser tocada. Talvez esta, uma das mais conhecidas da banda, que tiveram destaques e elogios por parte de fãs e da mídia especializada. E não poderia ser diferente, foi cantada a plenos pulmoões pela platéia incrédula com o que estava ocorrendo. Um som mais f*da que o outro e sendo executado com máxima energia. Do “I Loved You at Your Darkest”(2018) ,foi a vez de “Wolves ov Siberia“, som pesadíssimo e intenso na medida certa.

De um álbum não tão antigo, foi a vez de “Once Upon a Pale Horse” do álbum  “Opvs Contra Natvram” (2022). Talvez a mais “tranquila” do set, que já preparava o público para a reta final do show.

E seguindo nesta trilha de revisitar trabalhos, seja do mais antigo ou mais recente, foi a vez de “Christians to the Lions“, pedrada do novo milênio – Thelema 6. (2000). Som absurdamente brutal e seguindo esta linha de uma faixa do “Sventevith (Storming Near the Baltic)” (1995), foi a vez de “Cursed Angel of Doom” que foi dedicada aos fãs mais antigos da banda, que desde 1991 acompanham o trabalho e apoiam. Sonzeira que entrega uma banda com uma sonoridade mais primitiva e oldschool.
E já na reta final, a banda traz outro de seus sons mais conhecidos, a destruidora “Chant for Ezchaton 2000“, finalizando assim de forma excepcional o setlist. Memorável, inclemente, implacável, infernal e satãnica.

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Então as luzes se apagam, mas o público sabe que algo esta por vir. Eis que ao gritar o nome da banda, foi a vez da derradeira maldição para conclusão deste ato solene de profanação e heresia, “O Father! O Satan! O Sun!” saia da escuridão para o brindar o público com um nobre encerramento. E assim foi feito …

Não sou eu que estou dizendo e tenho testemunhas e acho que um video guardado, o qual Nergal disse, que o show em São Paulo, foi o melhor da tour no Brasil.
Me desculpem os colegas e amigos de outros estados, mas são palavrs do próprio (risos).

De forma geral, foi uma apresentação sem intercorrências e que o público agitou e vibrou muito. Uma áurea/atmosfera se formou e tudo ocorreu de forma impecável.
BEHEMOTH tem o poder de sempre engajar hits, músicas que te pegam e te prendem ali, que quando … menos percebe você está cantando. (Isso mesmo em casa). No show, foi um cenário ainda mais impressionante. Nergal e seus colegas de banda hipnotizam.
Nergal comanda a plateia, como um maestro rege a sua orquestra. Sua condução leva o píateia a entregar a resposta que deseja. Atitude em palco e controle que gera vontade de vibrar ainda mais e mais. Sem ser maliícioso, ele manipula o público conforme a sua vontade.

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O que dizer de Orion? Imponente, é uma muralha e seu se torna um poderoso trovão em noites de tempestades, das mais viscerais.
Seth, cirurgico, seus riffs são lâminas potentes, que lhe fatiam e você nem sente.Riffs certeiros e uma potência surreal.
Sobre Inferno, sobre este… muitos se perguntavam ao decorrer do show, como que a bateria não se desmontava, mediante a brutalidade que era esmagada. Incessante é violenta. Velocidade, destreza insuperaveis. Uma montanha sonora intransponível.

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A Besta do Leste dominou o mundo e seguirá dominando, seja pela dinamica de seus shows, pela cativante presença de seu vacalista, que mesmo que se envolva em polêmicas é um frontman, em disparado um dos maiores do mundo.

A música do BEHEMOTH passou por mudanças ao decorrer das décadas, vindo de ujm Black Metal mais raw, passando pelo sinfônico e vindo a se encontrar no Blackened Death Metal. Se tornando referência no Mainstream e ditando tendência. Sendo referência até para a banda mais underground, pela forma que sua música é eladorada e sua condução.

Sobre a apresentação, indubitavelmente a melhor da noite. valendo-se inclusive de uma performance teatral e trazendo elementos e vestimentas de cada vídeo e fase/album da banda.E por fim, coroando com cusparadas de sangue (falso). Deve ter gente andando por ai com manchas da cusparada(risos).

Setlist
01. The Shadow Elite
02. Ora Pro Nobis Lucifer
03. Demigod
04. The Shit ov God
05. Conquer All
06. Blow Your Trumpets Gabriel
07. Ov Fire and the Void
08. Lvciferaeon
09. Bartzabel
10. Wolves ov Siberia
11. Once Upon a Pale Horse
12. Christians to the Lions
13. Cursed Angel of Doom
14. Chant for Eschaton 2000
Bis:
15. O Father O Satan O Sun!

De forma geral, foi um evento para se guardar na memória e no coração, pois foi incrível!!!
Unir 3  nomes importantes e lendários em uma única noite, não é qualquer um que faz e entregar neste alto nível, temos sim que parabenizar. Unir o som extremo, de um lado o Black Metal mais visceral, no meio o Death Metal mais ímpio e sanguinário e na outra ponta, o mais absurdo Blackened Death Metal é cativar e cultivar a semente de que sempre virão estas gigantescas realizações. Parabéns LIBERATION e TEDESCO MIDIA! Parabéns Terra SP pela estrutura. Não podendo deixar de parabenizar o público pelo comparecimento em massa. Lotação incrível da casa em ambas as pistas e camarotes.

Não acaba por aqui… confira as fotos feitas por Sabrina Ribeiro que estão em nossa página no Facebook.

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