Azeroth, a banda argentina de power metal, se apresentará no dia 8 de novembro no El Teatro de Flores para celebrar os 25 anos de seu álbum de estreia, com a participação do vocalista Christian Bertoncelli.
Abaixo, você confere a entrevista que o Cultura em Peso realizou com a banda, representada pelo baixista e fundador Fernando Ricciardulli.
1- Prazer em conhecê-los. Meu nome é Isao Yoshimura e represento a Cultura em Peso na Argentina. Parabéns pelos 25 anos do seu álbum de estreia e pelos 30 anos de formação da banda. Olhando para trás, e relembrando tudo o que vocês vivenciaram nesses 25 ou 30 anos, quais são os seus sentimentos atuais?
Olá, aqui é o Fernando Ricciardulli… O sentimento é de orgulho e de saber que estamos fazendo tudo o que é necessário para posicionar a banda, em um ambiente totalmente desfavorável como o que viveremos em 2025 na Argentina… Tentar abrir novos caminhos em outras partes do mundo, e com o mesmo entusiasmo do começo… Fundamental para seguir em frente.
2-Você se lembra do contexto e da emoção de gravar seu primeiro álbum?
Sim, claro, embora tenha havido um ponto de ruptura no meio da gravação do álbum que, na verdade, foi o que nos permitiu alcançar muitas coisas, ou seja, tínhamos um cantor que não estava à altura, o demitimos no meio da gravação e, por acaso, surgiu a ideia de Adrián Barilari (vocalista do Rata Blanca) gravar uma música… Isso mudou a perspectiva de tudo, por isso convidamos Christian Bertoncelli para cantar metade das músicas e Adrián a mesma coisa.
3-Quais sonhos você realizou e quais ainda estão por realizar?
Felizmente, já conquistei muita coisa: sair do país para tocar, tocar em eventos internacionais com bandas que acompanho desde criança, etc. São coisas que ficam na memória até o fim… E ainda tenho muitas outras para conquistar, e uma delas é que no meu país receberemos o reconhecimento que acho que merecemos.
4-Vocês acabaram de se apresentar no Furia Metal Fest pela primeira vez. Como foi a experiência?
Muito boa. Já tínhamos tido a oportunidade de participar de edições anteriores, mas nunca aconteceu por vários motivos… Apesar da chuva, a verdade é que o Jor e a galera do VIDA se dedicaram muito e, acima de tudo, com seriedade e profissionalismo para realizar um festival que não sei se o público local está pronto para curtir, mas isso é outro assunto… Mas a verdade é que é muito bom, e a variedade é maravilhosa.
5-Na era das plataformas digitais, vocês ainda valorizam os álbuns físicos?
Sim, é por isso que continuamos nos esforçando para que nossos álbuns tenham um lançamento físico… E sempre nos esforçamos para oferecer algo a mais nesses lançamentos, desde o aspecto gráfico até a adição de faixas bônus, etc.
6-Quais são suas expectativas para o show do dia 8 de novembro no Teatro Flores?
Gigantes, como sempre… É uma aposta financeira enorme da nossa parte conseguir um sábado em Flores… Principalmente considerando a realidade da cena, do país e tudo mais… Mas 25 anos de atividade não acontecem todos os dias e, como sempre, estamos comprometidos em fazer o melhor show possível dentro das nossas possibilidades.


