Nascidos em 2021 e movidos por uma paixão comum pela música, os Ashes in the Ocean têm vindo a afirmar-se como uma das bandas emergentes mais promissoras no metalcore nacional. Com uma sonoridade marcada por intensidade, emoção e ambição crescente, o grupo continua a conquistar público e identidade própria. No ano em que lançaram o seu EP Collapse, conversámos com a banda sobre o percurso até aqui, o processo criativo, influências, conquistas e o futuro que estão a construir passo a passo.

  1. O vosso percurso começou em 2021 entre amigos com a música em comum. Qual foi a maior mudança na banda desde o primeiro ensaio até ao lançamento do EP “Collapse”?

Apesar, de desde o início da banda, querermos ser o mais profissionais possível, talvez uma das coisas que mais mudou foi levarmos o projeto cada vez mais a sério, com objetivos definidos e cada vez mais ambição.

  1. Quando formaram a Ashes in the Ocean, a banda tinha um objetivo claro ou o projeto foi crescendo de forma natural?

Muito mudou desde a criação da banda. Mesmo antes de 2021 havia um projeto com dois dos membros atuais, mas que não era exatamente tão definido e com objetivos tão concretos como o projeto que temos hoje. A entrada do Adriano (baterista) e do Rafael (guitarrista) foi também sintomática de uma aposta num futuro mais sério e com objetivos mais definidos de nos tornarmos realmente numa banda de sucesso, com algum reconhecimento nacional e internacional. O crescimento da audiência e o apoio à banda são o maior objetivo inalterável do percurso passado, presente e futuro da banda.

  1. Em que momento perceberam que a banda tinha encontrado verdadeiramente o seu som e identidade?

Com a nossa vontade de evoluir musicalmente e uma procura por novidades sonoras, é possível que nunca cheguemos a ter esse momento. No entanto, a cada música que lançamos, percebemos que há certas coisas que vamos repetindo e que para nós resultam, e talvez seja aí que é possível encontrar a nossa identidade sonora.

  1. Que bandas ou artistas tiveram maior influência no vosso som e identidade musical?

Apesar de haver muitas bandas que influenciaram a nossa identidade e som, há realmente algumas que tiveram mais peso. Podemos mencionar, por exemplo, Architects, Parkway Drive e While She Sleeps, talvez mais nos primórdios da existência da banda, mas também referências mais atuais, como I Prevail ou Landmvrks.

  1. Até agora, qual foi o momento mais marcante da banda durante a criação deste EP?

Um dos momentos mais especiais foi mesmo o concerto que tivemos numa sala emblemática da nossa cidade, o Teatro-Cinema de Fafe. Sentimos um ambiente muito intimista, com um apoio enorme do público e sentimos realmente que estávamos a apresentar o nosso EP, tendo tocado todas as músicas do lançamento.

  1. Qual é a parte do processo criativo que mais vos apaixona: criar, gravar, lançar ou tocar ao vivo?

É possível que a resposta vá variando ao longo do tempo, mas tocar ao vivo e ver a reação do público ao nosso trabalho é sempre uma experiência muito gratificante. Claro que ao lançar as músicas também temos reações dos ouvintes, felizmente muitas vezes elogiosas, mas ter a experiência no palco e após os concertos é algo muito especial para nós.

  1. Como é que a banda se organiza durante o processo de composição e gravação? Cada um tem um papel definido ou tudo flui de forma mais espontânea entre vocês?

No geral, para estes trabalhos lançados, a maior parte do trabalho é feita pelo vocalista e guitarrista Filipe Coelho, que se tem dedicado a tempo inteiro à música e também produzido para outras bandas, ficando responsável por grande parte da base e do instrumental inicial. Quanto às letras, a maioria é escrita por Luís Ribeiro, o vocalista responsável pelos screams. No entanto, o resultado final só é atingido com a contribuição de todos os membros da banda: Rafael Torres, guitarrista, e Adriano Freitas, baterista. Cada membro ouve as versões das músicas e acrescenta ideias para as melhorar ou reestruturar, até se chegar a um resultado com que todos estejam satisfeitos.

  1. Se pudessem voltar atrás no tempo, que conselho dariam à versão inicial da banda?

Não nos podemos realmente queixar de como esta nossa jornada se tem desenrolado, e temos muito a agradecer por todo o apoio que temos recebido, de todas as formas. Obviamente, se pudéssemos voltar atrás no tempo haveria aspetos a melhorar; no entanto, sentimos que faz tudo parte do processo de aprendizagem e do nosso desenvolvimento pessoal e da banda, e que muitos dos erros foram necessários.

  1. Há alguma colaboração que gostariam muito de concretizar no futuro?

Para já não temos em vista nenhuma colaboração específica, mas já falámos sobre o assunto e há total abertura para colaborar com outros artistas.

  1. Depois de “Tempting Fate”, há algum single, EP ou novidade que possamos esperar da banda em 2026?

Ainda não temos nada definido para lançar no futuro, portanto não podemos fazer promessas. Dito isto, estamos constantemente a trabalhar em concertos futuros e em músicas novas. Podem, portanto, contar com novidades em 2026, provavelmente lançamento de singles, mas também estamos a alinhar concertos entusiasmantes no estrangeiro!

A energia, ambição e autenticidade dos Ashes in the Ocean revelam uma banda com maturidade e visão muito claras sobre o caminho que querem seguir. Com novos projetos em desenvolvimento e a promessa de levar a sua música a mais palcos – dentro e fora do país – o futuro parece estar em plena ascensão para o grupo.

Terminamos esta entrevista com a sensação de que 2026 será apenas mais um capítulo de algo maior – um caminho que os Ashes in the Ocean continuam a construir com dedicação e intensidade.

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