– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto BLADES OF STEEL?

O projeto Blades of Steel nasceu de um sonho de fazer o Heavy Metal que amamos, o som tradicional que nos formou. Eu sempre quis ter uma banda, essa vontade de cantar e compor, mas encontrar as pessoas certas, com a mesma dedicação e visão, é um desafio. Foi um processo de maturação e busca incessante. Já que não ganhamos dinheiro com isso, precisamos estar entre amigos, pessoas que façam valer a pena todo o tempo e dedicação que temos. E, é claro, não foi algo que aconteceu da noite para a noite; foi a união de músicos que compartilhavam o mesmo ideal: resgatar a essência do metal clássico e forjar algo novo com essa matéria-prima.

– Gostaria de saber como você se define. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Metal Tradicional com pitadas de Speed Metal. Você concorda comigo?

Nosso som é Metal Tradicional, mas sempre colocamos nossa alma nas músicas e o que estamos sentindo no momento. Não quero que sejamos presos a nada. Claro que respeitamos nossas raízes, mas somos livres para incluir o que achamos que cabe no momento.

– “Blades of Steel” é o seu primeiro registro. Como se deu o processo de composição deste material?

O nosso álbum de estreia, que carrega o nome da banda, “Blades of Steel”, foi um processo bastante orgânico e intenso. As ideias fluíram de forma muito natural. Quando a formação se consolidou, conseguimos dar forma final a essas composições. Juntamos as ideias e fizemos o disco basicamente em um final de semana.

– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por vocês. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito?

Fico muito feliz com a qualidade sonora que atingimos. Daqui para frente, queremos que nosso trabalho sempre alcance níveis mais elevados. O processo de estúdio é sempre uma aprendizagem; toda vez que entramos no estúdio, aprendemos coisas novas. Gosto de trabalhar com produtores que se tornam elementos da banda, como se fossem membros. Eu acho que isso é muito importante e enriquece nosso trabalho artístico.

– Yara, eu adorei as linhas mais melodiosas compostas por vocês. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?

Muito obrigada, fico feliz que você gostou do nosso trabalho: A melodia é o coração do nosso som. Para mim, a força do Heavy Metal não está apenas na velocidade ou na agressividade, mas na capacidade de criar linhas memoráveis que o ouvinte possa cantar junto. Meu processo começa, muitas vezes, com a melodia vocal na cabeça, que surge a partir de um riff de guitarra que me inspira. Buscamos sempre um equilíbrio entre a técnica instrumental e a expressividade vocal.

– A arte da capa é bem tradicional, sem fugir do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?

A arte foi feita pelo nosso compositor e guitarrista, Rafael Romanelli. A ideia era trazer aquela lembrança das capas dos anos 80, meio Conan, porém com a nossa cara e a cara dos nossos sons.

– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?

A gente está trabalhando já no próximo disco. Temos um trabalho para lançar nos próximos meses, sem data prevista, mas provavelmente entre fevereiro e março já teremos um novo single para mostrar para vocês- Spoiler: vamos trazer algo um pouco mais agressivo dessa vez (no cd).

– Vocês já estão prontos para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-los ao vivo.

Estamos mais do que prontos. Tocar ao vivo é o que nos move, é o que dá força para continuar. Estamos trabalhando arduamente para levar nosso show a outras regiões do país. É um desafio logístico e financeiro, como você pode imaginar, mas a resposta do público tem sido incrível, e isso nos motiva a ir além.

– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faze parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?

Temos consciência de que nosso estilo muitas vezes não tem tanto espaço, mas vamos em frente tentando conseguir algo melhor para nossa banda. Acho que nada cai do céu, então vamos atrás sempre das nossas oportunidades.

– Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais

Mais uma vez, meu muito obrigado à Cultura em Peso pelo espaço e pelo apoio ao Heavy Metal nacional. Aos nossos fãs, a todos que têm nos apoiado e que carregam a bandeira do metal tradicional: vocês são a nossa força. Continuem apoiando a cena, comprando material físico e comparecendo aos shows. O Blades of Steel está aqui para ficar, e nossa jornada está apenas começando.