O caso de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, ganha um capítulo controverso trinta e dois anos após sua morte. Um novo relatório forense, publicado neste mês de fevereiro de 2026 no International Journal of Forensic Science, apresenta evidências que podem forçar a polícia de Seattle a reabrir o inquérito arquivado desde 1994.

O ponto central do estudo, liderado pelos especialistas Brian Burnett e Michelle Wilkins, foca na concentração de heroína no sangue de Cobain. Segundo a análise, os níveis de substância eram três vezes superiores à dose considerada letal para qualquer ser humano, mesmo com alta tolerância.

“A ciência é clara: com aquela quantidade de droga no sistema, um indivíduo entraria em coma em segundos. A ideia de que ele teria guardado o kit de drogas, posicionado uma espingarda e disparado contra si mesmo é biologicamente implícita”, afirma o relatório.

Indícios de Cena de Crime Forjada

Além da questão química, o documento detalha inconsistências físicas onde o corpo foi encontrado:

  • Ausência de impressões digitais: A espingarda Remington não apresentava impressões digitais legíveis de Cobain, nem mesmo parciais que fizessem sentido com o manuseio da arma.

  • Posicionamento do cartucho: A trajetória do cartucho deflagrado foi considerada “incompatível” com a posição em que o corpo foi encontrado.

  • A Carta de Despedida: Especialistas em grafoscopia que colaboraram com o estudo sugerem que as linhas finais da nota, as únicas que mencionam morte e adeus, foram adicionadas por uma mão diferente da que escreveu o corpo do texto.

Apesar do alvoroço causado pelo artigo científico, o Departamento de Polícia de Seattle (SPD) emitiu uma nota breve afirmando que “não há planos imediatos para reabrir a investigação”, mantendo o veredito de suicídio. No entanto, a pressão de fãs e especialistas em criminologia nas redes sociais cresce.