Geddy Lee e Alex Lifeson, 2025. Foto: Richard Sibbald.

Há momentos na história do Rock que parecem destinados a permanecer apenas na memória e nos registros em vídeo. Quando Neil Peart nos deixou em 2020, o mundo aceitou, com o coração pesado, que o livro do Rush havia sido fechado com um ponto final definitivo. Mas o destino, ou talvez a força mística que sempre envolveu o power trio canadense, tinha outros planos. Hoje, 23 de fevereiro de 2026, fomos atingidos por uma onda de choque que paralisou a internet: O RUSH ESTÁ DE VOLTA!

Através da produtora 30e, foi confirmado que Geddy Lee e Alex Lifeson retornarão aos palcos para a turnê “Fifty Something“, celebrando cinco décadas de uma trajetória que mudou para sempre os paradigmas da música mundial. E o Brasil, casa de uma das bases de fãs mais apaixonadas do planeta, será palco de cinco noites que prometem ser as mais emocionantes da história dos nossos estádios.

Trio canadense, Lee, Lifeson e Peart em 1978. Rush Canadian rock band Rush, with guitarist Alex Lifeson (left), bassist Geddy Lee, and drummer Neil Peart nos palcos em Birmingham, durante a Farewell to Kings tour, em fevereiro de 1978.

Falar de Rush é falar de precisão matemática aliada a uma profundidade filosófica raramente vista. Desde 1968, a banda desafiou as rádios, as gravadoras e as tendências. Eles criaram o seu próprio universo. Da ficção científica de 2112 à perfeição técnica de Moving Pictures, o Rush ensinou ao mundo que o Rock Progressivo poderia ter alma, paixão, peso e, acima de tudo, integridade.

A mística da banda sempre residiu na conexão quase telepática entre seus membros. Geddy Lee, com suas linhas de baixo impossíveis e sintetizadores etéreos; Alex Lifeson, o mestre das texturas e solos que choram e gritam; e, claro, o eterno Neil Peart, o “Professor”, cujas letras e batidas formaram a espinha dorsal intelectual da banda, mesmo que expressões faciais não fossem “seu ponto forte”.

A morte de Neil Peart foi um golpe que parecia intransponível. Como substituir o insubstituível? A resposta veio de forma corajosa e artística. Para este marco histórico, a escolhida para assumir as baquetas foi a fenomenal baterista alemã Anika Nilles.

Baterista alemã Anika Nilles, foto: Tama Drums.

Conhecida mundialmente por sua técnica absurda, polirritmia e um “groove” que desafia a lógica, Anika não entra para “substituir” Peart — missão que ela própria reconhece como impossível — mas para honrar o seu legado com uma nova energia. Sua entrada no Rush é uma mudança de paradigma por si só: uma virtuosa moderna que traz o frescor necessário para que as composições clássicas de Lee e Lifeson voltem a respirar ao vivo. É a união do legado sagrado com a precisão do futuro.

A turnê sul-americana de 2027 será um evento de proporções épicas, passando por arenas e estádios que serão transformados em templos de celebração:

– 22/01/2027 – Curitiba/PR – Arena da Baixada
– 24/01/2027 – São Paulo/SP – Allianz Parque
– 30/01/2027 – Rio de Janeiro/RJ – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
– 01/02/2027 – Belo Horizonte/MG – Estádio Mineirão
– 04/02/2027 – Brasília/DF – Arena BRB Mané Garrincha

Informações de Venda: A busca por esses ingressos será uma verdadeira odisseia. Preparem-se:

Pré-venda exclusiva Itaú: 25 de fevereiro de 2026, às 10h.
Venda Geral: 27 de fevereiro de 2026.
Onde comprar: Exclusivamente pelo site da Eventim.

Rush Brasil 2027. DIvulgação: 30e.

Presenciar o Rush no Brasil em 2027 será, para muitos, a chance de dizer um “obrigado” que ficou guardado por anos. É a celebração de uma banda que nos ensinou a pensar, a sentir e a nunca aceitar o comum. Quando as luzes se apagarem e os primeiros acordes de “Tom Sawyer” ecoarem pelos estádios brasileiros, não estaremos apenas vendo um show; estaremos testemunhando a história sendo reescrita diante dos nossos olhos.

Neil Peart certamente estará lá, em espírito, sorrindo ao ver que o seu “trabalho de uma vida” continua a inspirar e a unir milhares de corações. O impossível aconteceu. O Rush está voltando para casa.