Em plena quarta-feira, São Paulo recebeu uma noite que provou, mais uma vez, que o death metal segue firme, intenso e necessário. O palco da Burning House foi o ponto de encontro para quem queria transformar o meio da semana em uma “purificação” coletiva, e o resultado não poderia ter sido melhor.

Podridão

O pontapé inicial veio às 19h30 com o trio de Itaquaquecetuba Podridão. O espaço ainda estava esquentando, mas isso não impediu a banda de entregar um show visceral, do jeito que já é esperado deles.

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Podridão. Créditos: Sabrina Ribeiro

A banda acaba de voltar de uma turnê pelo norte e nordeste brasileiro além de sua passagem pela Europa, incluindo o clássico Obscene Extreme. Atualmente divulgam seu mais novo trabalho, o álbum Coffin of the Corrupted Dead.

Com riffs cortantes e vocais que soam como um grito de desespero nesse mundo cada vez mais nojento e caótico, eles mostraram que não importa se é quarta-feira ou domingo: death metal é sempre combustível para extravasar e está muito bem representado.

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Cancer

Às 20h30, foi a vez do lendário Cancer assumir o palco. E o público, que já havia crescido bastante, respondeu de forma imediata. Iniciando a apresentação já tivemos a “Enter the Gates” álbum recente lançando em 2025 Inverted World. Seguimos com “Until They Died” e novamente mais uma do disco, a “Inverted World”.

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Cancer. Créditos: Sabrina Ribeiro

Os gritos com o nome da banda ecoavam pela casa, e a troca de energia foi evidente com os integrantes registrando o momento com sorrisos e filmagens, agradecidos pela recepção

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Cancer. Créditos: Sabrina Ribeiro

Clássicos do álbum Death Shall Rise de 1991 não ficaram de fora: “Death Shall Rise”, “Hung, Drawn and Quartered”e “Tasteless Incest” animaram ainda mais o público.

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Cancer. Créditos: Sabrina Ribeiro

O mosh pit se formou naturalmente, como uma extensão, lembrando por que a conexão entre banda e público é o que sustenta esse gênero há décadas.

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Cancer. Créditos: Sabrina Ribeiro

Setlist

  1. Enter the Gates
  2. Until They Died
  3. Inverted World
  4. Amputate
  5. Into the Acid
  6. Tasteless Incest
  7. Ballcutter
  8. Garrotte
  9. Covert Operations
  10. Corrosive
  11. Hung, Drawn and Quartered
  12. C.F.C.
  13. Death Shall Rise

Pestilence

Pouco antes das 22h, o Pestilence finalmente surgiu, coroando a noite. A casa já estava cheia, e o impacto foi imediato: som de peso, marcante e presente, que quebrou a monotonia da quarta-feira “cinzenta” da capital.

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Pestilence. Créditos: Sabrina Ribeiro

Foi aquele tipo de apresentação que lembra o público de por que seguimos buscando esse som. Não apenas pela música em si, mas pela força que ela carrega, a capacidade de transformar um dia comum em algo memorável. Os trabalhos se iniciam com: “Morbvs Propagationem”, “Deificvs” e “Sempiternvs”.

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Pestilence. Créditos: Sabrina Ribeiro
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Pestilence. Créditos: Sabrina Ribeiro

No fim, ficou a certeza de que o death metal está mais vivo do que nunca, mesmo quando se manifesta no meio da semana, longe dos horários “convenientes”. Para quem esteve na Burning House, a quarta-feira não terminou cinza terminou brutal e inesquecível.

Setlist:

  1. Morbvs Propagationem
  2. Deificvs
  3. Sempiternvs
  4. Dehydrated
  5. The Process of Suffocation
  6. Chronic Infection
  7. Prophetic Revelations
  8. Twisted Truth
  9. Resurrection Macabre
  10. Devouring Frenzy
  11. Horror Detox
  12. Out of the Body
  13. Land of Tears

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    Pestilence. Créditos: Sabrina Ribeiro
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Pestilence. Créditos: Sabrina Ribeiro