Blind Wisdom surge lá no sul da França, em Perpignan. Uma banda que é praticamente um grito de guerra em forma de power metal. Os caras começaram em 2015, quando o baixista Lénaïc Schatt se juntou com o guitarrista Jean-Luis Navarro, e logo completaram o time com Christophe Marty nos vocais e guitarra, e Sylvain Roques na bateria. Desde o começo, a missão era clara: resgatar o metal melódico clássico com aquele toque épico e uma dose generosa de velocidade.
A primeira amostra desse som veio com um EP de cinco faixas lançado em 2019 — uma mistura afiada de riffs acelerados, refrões marcantes e aquele clima de aventura medieval que faz qualquer fã de Helloween, Running Wild ou Gamma Ray abrir um sorrisão. Mas foi só o começo. Em dezembro de 2021, eles soltaram o primeiro álbum completo, “Long Before the Last Dragons”, um disco conceitual de mais de uma hora, que mergulha em histórias de dragões, cavaleiros e batalhas fantásticas. O álbum reaproveita as faixas do EP e traz seis músicas novas, com destaque total para “Not Alone”, “Battle”, “Dark Knight” e a emocionante “A Light in the Dark”. A produção é super caprichada e a sonoridade flerta com o power alemão e um pouco de heavy clássico, tudo costurado com muito bom gosto.

O disco foi bem recebido pela crítica francesa, elogiado principalmente pelos vocais marcantes, os solos bem construídos e os refrões que grudam na cabeça. Além disso, eles continuam agitando ao vivo. A Blind Wisdom é uma daquelas bandas que carrega a bandeira do metal tradicional com alma e autenticidade, sem parecer forçada. E o melhor: ainda estão em plena ascensão, ainda mais com o novo álbum lançado em Abril, “Between Bright and Pitch Black” que nos chama totalmente a atenção e esperamos ansiosamente por ver-los ao vivo.
Se tem uma banda que chegou chegando na cena francesa de heavy metal, é a Star Rider. Formada no comecinho de 2022, lá na região de Grenoble, os caras começaram do jeito mais rock ‘n’ roll possível: entre um copo e outro num bar em Lyon, surgiu o papo de montar uma banda, e pronto — ideia lançada, riffs voando. O time se formou com Killer Kim nos vocais, Chainsaw Charly na guitarra base, Läther Deth na guitarra solo, Alex Renegade no baixo (que também cuida da produção) e, depois, entrou a batera insana de Lizzy Kicks, que completou o line-up em 2023. A química entre eles é daquelas que não se força — tem energia de sobra, paixão pelo som oitentista e uma pegada moderna que chama atenção logo de cara.
A primeira paulada foi o EP de estreia, gravado no segundo semestre de 2022 e lançado de forma independente. Com quatro músicas diretas e afiadas, ele esgotou em apenas nove dias, o que já mostra que a galera curtiu de verdade. Isso garantiu um contrato com o selo Steel Shark, e a banda não parou mais. Em 2024, lançaram o álbum Outta Time, com 10 faixas que transitam entre o hard, o heavy e até uma pitadinha de glam — tudo com riffs bem trabalhados, vocais potentes e refrões que grudam. Destaque pra “Rock Muscle”, que entrou até na playlist da Rolling Stone, e “Angle Mort”, uma faixa cantada em francês com participação da banda Animalize. O som tem alma de anos 80, mas com produção atual e um gás que só banda nova consegue entregar.
Desde que estrearam nos palcos, os franceses vêm rodando em festivais, dividindo line-ups com bandas como Enforcer, Sortilège e até participando de eventos importantes como o Thunder in the East e o Full Metal Rocket. E agora dividirá o palco com nomes de peso do metal tradicional.
E não para por aí! Eles já estão compondo material novo e prometem um segundo álbum ainda mais forte pra 2026. Star Rider é aquela mistura certa de nostalgia e atitude. É pra quem gosta de solos afiados, visual estiloso, espírito de banda de estrada e, acima de tudo, música feita com tesão. Se você é fã de Judas Priest, Motörhead, Saxon ou curte essa nova onda do heavy metal tradicional, pode botar essa banda na sua playlist agora.
Riot City é simplesmente uma banda obrigatória de se escutar se você curte heavy metal clássico daqueles que parecem ter saído direto de uma fita cassete dos anos 80.
Criada em Calgary, no Canadá, a banda surgiu em 2011 com a missão clara: reviver o metal tradicional com velocidade, agudos insanos e riffs afiados. Além do mais, os caras são super estilosos, talentosos e gente boa, com baita preseça.

Eles começaram a chamar atenção com a demo “Livin’ Fast”, lá em 2014, e desde então não pararam mais. O som é puro ataque, tipo Judas Priest turbo, com doses generosas de energia e sem espaço pra enrolação.
O primeiro álbum, “Burn the Night” (2019), saiu pela No Remorse Records e colocou a banda no radar de quem ama aquela pegada speed metal com alma oitentista. Músicas como “Warrior of Time”, “Steel Rider” e “Halloween at Midnight” são verdadeiras porradas, cheias de solos fritando e vocais no talo, bem ao estilo Rob Halford com café duplo. O disco fez barulho não só entre os fãs, mas também na crítica, recebendo boas notas e elogios pelo som direto, sem frescura, e 100% feito com paixão.
Em 2022, eles deram um passo ainda maior com “Electric Elite”, um álbum que mantém a essência, mas com mais técnica e maturidade. A grande mudança aqui foi nos vocais quando Jordan Jacobs assumiu os vocais com sua voz potente, mantendo o alto nível. Ao lado dele, Cale Savy e Roldan Reimer (guitarras), Dustin Smith (baixo) e Jake Gracie (bateria) formam um time afiadíssimo, pronto pra qualquer palco. E por falar nisso, eles têm rodado o mundo: passaram por Europa, Japão, América Latina e agora estão confirmados em festivais como o Armstrong MetalFest 2025, no Canadá.
Ao vivo, o Riot City é uma explosão de energia. Tanto que lançaram o EP “Live at Little Buildings” em 2023, registrando a força que a banda tem no palco. Entre a galera, não faltam elogios, tem fã dizendo que “o vocal parece um Fênix em dive bomb” e outro cravando que é “o melhor heavy metal em anos”. E não dá pra discordar. Eles fazem parte de uma nova geração que respeita as raízes, mas não tem medo de botar fogo no palco com personalidade própria. Riot City é adrenalina pura. É pra quem vive de air guitar, sente falta de solos matadores e acredita que o metal verdadeiro nunca saiu de moda. Se você gosta de som direto, veloz e com pegada honesta, dá o play sem medo que a chance de viciar é altíssima.
Isso e muito mais veremos no Pyrenean Warrior Open Air em nada mais nada menos que 65 dias. Preparem-se para a força do verdadeiro heavy metal tradicional e muito speed!!!
Entradas disponiveis em: http://www.leshordesmetalliques.com/pwoa/ no valor de 55€.
Nos vemos na França!!! <3

