No dia 9 de setembro, Bogotá viveu uma daquelas noites que ficarão para sempre gravadas na memória coletiva da cena metal. O Ace of Spades Club, com capacidade para quase 1.500 pessoas, foi o local escolhido para receber o Coven, uma das bandas mais influentes e enigmáticas do rock oculto. O local, conhecido como o berço do metal na capital e por receber shows cult em um ambiente intimista e visceral, lotou desde o início.
A noite foi possível graças à Colombian Shows Agency, uma promotora que se consolidou nos últimos anos trazendo diversas lendas e ícones internacionais da música extrema para a Colômbia. Seu compromisso constante em abrir espaço para propostas que vão além do convencional conquistou o respeito do público, e este show no Coven foi um exemplo convincente disso.

As portas se abriram às 19h e, uma hora depois, o palco foi tomado pela força devastadora do Darkened Nocturn Slaughtercult. A banda alemã de black metal, formada em 1997, é reconhecida por manter a essência mais pura e tradicional do gênero. Liderada pela imponente Onielar (Yvonne Wilczynska) nos vocais e no baixo, a banda desencadeou um turbilhão de crueza e ritual. Desde os primeiros acordes, a plateia na cerca se rendeu sem reservas, aguardando ansiosamente o momento icônico em que Onielar cuspiu seu líquido marrom característico por toda a plateia, um gesto agora lendário em suas apresentações. Os riffs de Velnias cortavam como lâminas um mar de escuridão, e a atmosfera se transformou em um verdadeiro coven sonoro.

Às 21h, com pontualidade cerimonial, foi a vez da banda mais esperada da noite.
Em meio à luz de velas e à escuridão, a atmosfera estava carregada de uma aura mística. De um caixão emergiu Jinx Dawson, a lendária líder do Coven, usando uma máscara cravejada que acentuava sua presença teatral e enigmática.
O que se seguiu foi muito mais do que um show: foi um ritual sonoro e visual, uma viagem no tempo às raízes do rock oculto do final dos anos 1960, quando o Coven lançou “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls” (1969), um dos álbuns mais influentes da história do rock oculto.

Jinx, com mais de cinco décadas de carreira, conserva uma energia magnética.
Sua voz profunda, vibrante e cheia de nuances preenchia cada canto da casa noturna, enquanto sua encenação com velas, caveiras e até uma bola de cristal transformava o Ace Of Spades em um espaço cerimonial. O público, hipnotizado, entoava cada música, ciente de estar vivendo um momento histórico: a primeira visita do Coven à Colômbia.
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Às 21h, com a pontualidade cerimonial, já era a banda mais aguardada da noite.
Em meio à luz de velas e à escuridão, o ambiente se encheu de uma aura mística.
De um caixão emergiu Jinx Dawson, o lendário líder do Coven, usando uma máscara rachada que acentuava sua presença teatral e enigmática. O que se seguiu foi muito mais que um show: foi um ritual sonoro e visual, uma viagem no tempo às raízes do rock oculto no final de 1960, quando o Coven lançou “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls” (1969), um dos dois álbuns mais influentes da história do rock oculto.

O setlist foi uma viagem por hinos cult e peças cheias de psicodelia, rock and roll e teatralidade:
Out of Luck
Black Sabbath
Coven in Charing Cross
White Witch of Rose Hall
Wicked Woman
The Crematory
Choke, Thirst, Die
Black Swan (With Interlude)
For Unlawful Carnal Knowledge
Dignitaries of Hell
Epitaph
Blood on the Snow
Cada música foi recebida com aplausos de pé, desde clássicos como “Wicked Woman” até momentos intensos como “Epitaph“. A apresentação de encerramento, “Blood on the Snow“, deixou todos confiantes de que haviam assistido a um show único.

No fim das contas, a noite de 9 de setembro em Bogotá não foi apenas um show; foi um ritual de fogo, sombras e misticismo, no qual duas bandas cult — Darkened Nocturn Slaughtercult e Coven — marcaram um marco na memória da cena metal colombiana. Um evento que, graças à visão da Colombian Shows Agency, entrará para as páginas de ouro do Metal no país.

