Fala galera!

Boora de Stormsorrow!

Uma honra poder trazer minha singelas impressões sobre este trabalho, que tive a oportunidade de ser um dos primeiros a receber este material para uma audição e entregar minhas percepções;

A proposta é trazer um som épico, que mescla melancolia ao Death/Thrash Metal
elaborado pela banda. Para fãs do Death Melódico e Thrash Metal, o som da banda
é um prato cheio. A começar pelo título do álbum,”The Blood Red Horizon”, já nos remete a algo apocalíptico, sobre destruição e caos humano e seu impacto existencial em todas as esferas (politica/religiosa/social) e sobre si enquanto ser vivente.
E ao ver a capa, se confirma como um vindouro caos esta jóia do Metal nacional, que deve sim, com certeza figurar entre os melhores álbuns do ano. Além de contar com participações de peso: Lord Vlad (Malefactor), Mário Pastore (Pastore), Victhor De Victhorian (Victhorian)
e Alexandre Grunheidt (ex-Ancesttral).         A capa é assinada por Carlos Fides.

Sobre o album, antes a banda lançou dois singles “Burning Skies” e “The Storm Will Remember My Name” e por fim, o album em 10/12/2025.
Trabalho este que conta com 11 faixas. Ao que tudo indica será uma trilogia, que
tem neste trabalho, o seu primeiro capítulo. Trabalho este que após 20 anos do inicio
de sua construção, por fim é entregue e com a proposta de ser um trabalho.

 

Sobre disco:

01 – “Intro”: Já começa com uma introdução sombria, dando a atmosfera do que está por vir.

02- “Burning Skies” o primeiro single a ser lançado, a faixa chega com riffs melodiosos, que são convertido em uma voadora no peito, sem massagem, o som entrega um death metal melódico, jogo de caixa e chimbal trazendo uma pegada quebrada.
A orquestração através do teclado dá também o tom soturno.
O jogo dos pedais duplos combinados com os riffs nos levam a cadências mais rápidas intercaladas com um som “mais brando”. Uma bateria muito
bem conduzida e um solo monstruoso fecham a faixa. Um belo jeito de começar o disco. Um destaque especial é a forma que foram utilizados os vocais, um gutural brutal aliado a vocais limpos, trazendo um ar moderno a sua sonoridade. Me fez lembrar Arch Enemy, In Flames até mesmo Soilwork. Em alguns momentos Scar Symmetry.

03 – “The Blood Red Horizon”: Faixa que dá nome ao álbum, ja começa com guitarras de Khalil e Vicente juntas e a bateria de Arthur Albuquerque marcada pelo uso dos tambores e na sequencia riffs voltados
a veia mais thrash metal da banda, iniciam bem esta canção explodindo em uma intensa pancadaria.
Uma pedrada, com um baixo que acompanha bem a guitarra. Este som é matador!
Frases marcadas e os vocal de de Alexandre Grunheidt (ex Ancesttral), na faixa casou muito bem com a proposta de uma canção intensa, com vários tempos e uma estrutura firme e coesa.

04 -“Face To Obliteration”: Veio para obliterar e não deixar pedra sob pedra.
Agressiva é uma faixa que nos shows da banda deverá render belos moshipts.
A orquestração dá também nesta faixa o tom sombrio. Enquanto que um solo poderoso é conjurado para trazer as linhas melódicas que desencadeiam em um poderoso Thrash Metal, que deságua em um som quebrado, diria quase um breakdown que se constrói e desconstrói enquanto o mundo parece desabar sobre nossas cabeças.

05 – “Hellgate Assembly”: Senti uma certa referência talvez do Kreator, mas com toda a intensidade e pegada da StormSorrow. Pedrada implacável. Pedal duplo constante, em um som firme, que preparou bem
o terreno para a participação especial, antecedido por uma atmosfera única – os vocais épicos do grande Lord Vlad da banda Malefactor, somaram em muito a canção, combinados com os
guturais de Kahlil. Um som poderoso!!!!

06- “Rebellion Burns Within”: Como uma rebelião prestes a estourar, riffs poderosos abrem a faixa.
Mudanças de tempo e o gutural monstruoso seguem tocando o caos.        Na veia, um som que me fez lembrar
do Dark Tranquility em alguns momentos. Combinação de guturais e uma bateria conduzindo para o apocalipse, um solo impiedoso juntos, entregaram uma faixa muito bem equilibrada entre
peso, potência e melodia.

07 – “Darkest December”: Com orquestração e um riff melancólico é iniciada esta faixa.
Quase uma marcha fúnebre explode em riffs e sonoridade a ‘la Arch Enemy”.Em tom de jornada, a faixa tem ao mesmo tempo um inicio épico.
Nesta faixa os vocais de Victor de Victhorian se fazem presentes, indo de um vocal gritado a algo mais na linha do growl (rosnado/agudo) em convergência com os vocais guturais cavernosos de Kahlil.
O som mais melódico e melancólico tem constância, sem se deixar quebrar pelos contratempos de bateria e guitarra.

08 – “Scars Of My War”: Faixa que começa poderosa, com frases e harmônico consistente, a banda vem mais uma vez implacável. Faixa que casou bem peso, harmonias e melodias entregando brutalidade e propriedade no que se propõe a fazer. O solo é um dos pontos mais altos da faixa.

09 – “Pos – Truth Warfare”: Mudanças de tempo abre a faixa e explodem nos guturais de Kahlil e se desdobram de forma incrível para os vocais de Mario Pastore, que doidera, cara!!!!
Super entrosados, fazem uma frente monstruosa. Trazendo mais uma vez o lado épico/melódico de forma empoderada e descambam em um solo de arrepiar. Retomando a combinação de guturais e vocais épicos. A base forra a cama e cadência vem se deitar até que o som exploda novamente.

10 – “Times Of Decay”: De atmosfera sombria, meio que já querendo dizer adeus – com uma veia progressiva, a banda adentra a este local sombrio e entrega o mundo em colapso.
Apocaliptica, a canção entrega peso, sonoridade técnica, consistência e frequência.
Guitarras e baixo que fazem coro e parecem falar. Além de uma bateria monstruosa.

11 – “The Storm Will Remember My Name”: Segundo single lançado e faixa que encerra o disco. O baixo de Yuri Bastos toma conta nos primeiros instantes, se assim posso dizer é onde o baixo mais aparece
e se torna mais perceptível o seu ar de melancolia. Faixa esta que encerra este trabalho com dignidade. Encaminhando-se novamente a linha mais épica da banda.
Os vocais de Khalil e Lord Vlad se encontram novamente, em uma poderosa sinergia e coexistência monumental, convergindo mais uma vez para um final espetacular, pesado e intenso.

O meu inglês não é o dos melhores, mas deu pra captar legal, a abordagem social, em momentos onde a democracia é abordada. Corais são o que dão esse ar mais sofisticado ao mesmo tempo
que margeiam todo o caos da música pesada entregue pela banda.
Para algumas pessoas algumas coisas, podem trazer talvez aquela sensação de uma cozinha muito bem feita, mas que não pode soar tão diferentes de outras bandas do estilo.
Mas eu me permito dizer, que se trata de um disco que surpreende sim, pois cada faixa me traz um sentimento e uma ideia, uma reflexão. A forma de abordar os temas e a construção sonora tem sim, suas nuances e diferenças. É um belo disco que entrega doses e proporções corretas
e entregam muita verdade no que se propõe. É fato que não dá para se reinventar a roda em determinadas situações, mas é um material coeso e de um grandioso vigor. É um album que todo fã de Metal deve sim ouvir.
As faixas de encaixam. A escolha do tempo de duração do álbum foi algo assertivo, no tempo certo. É possível ouvir numa tacada só, sem pular e/ou ouvir de forma fragmentada. A banda teve o cuidado de não deixar o disco saturado ou cansativo, ponto muito positivo para a banda.
Até porquê há detalhes que não podem ser absorvidos com apenas uma audição.
Estas são minhas singelas e humildes conclusões e cada qual, que fique a vontade para tirar as suas próprias.              O importante é que ouça o disco.

Formação:
Kahlil Souto (vocal/guitarra)
Vicente Luiz (guitarra)
Arthur Albuquerque (bateria)
Yuri Passos (baixo).

 

 

Adendo – após ler concluir a audição e o comentário faixa a faixa.

“Gravado em Goiânia, entre 2024 e 2025, no Veritá Sounds. Produção, mixagem e masterização por Vicente Luiz.
A inspiração segundo a banda vem da sonoridade de bandas como: Iced Earth, In Flames, Kreator, Sepultura, Rage, Grave Digger, Running Wild, Hammerfall, Primal Fear, Nevermore, entre outras.

Agradecimentos a Stormsorrow e JZ Press pelo envio do material.

Ainda sobre a banda:

A Stormsorrow nasceu de uma ideia que o vocalista e guitarrista Kahlil Souto carrega desde 2005. Natural do Pernambuco, o músico iniciou sua trajetória ainda na adolescência, já morando no Piauí e participando de bandas de Death e Heavy Metal tradicional, além de diversos projetos cover. Já naquela época, Kahlil havia concebido o conceito e o título do primeiro álbum — embora o nome da banda tenha passado por algumas mudanças ao longo dos anos.
Totalmente autoral, o material da Stormsorrow começou a ser desenvolvido entre 2005 e 2008, com riffs e composições criadas nesse período. Com o tempo, as músicas evoluíram, ganharam novas nuances e amadureceram até que, após anos engavetadas por motivos pessoais, finalmente começaram a ver a luz do dia […]

A consolidação do projeto ocorreu quando Kahlil se mudou para Goiânia, onde encontrou Vicente Luiz, o produtor ideal para lapidar as composições, e dar corpo às ideias originais. Inicialmente concebido como um projeto de estúdio, a Stormsorrow evoluiu naturalmente para uma banda completa, com a entrada de Vicente Luiz (guitarra solo e produção), Arthur Albuquerque (bateria) e Yuri Passos (baixo, ex- Mindside).
Este é o primeiro trabalho autoral e integralmente idealizado por Kahlil, que assina todas as composições, letras, gravações de guitarras base e vocais, além de dividir a coprodução do material. Os solos de guitarra ficaram sob responsabilidade de Veritá, que também desempenha papel fundamental na produção do álbum […]

Com um som poderoso e uma proposta que une agressividade, técnica e melodia em doses precisas, a Stormsorrow surge como uma das novas promessas do metal nacional, materializando uma ideia que amadureceu por quase duas décadas até se transformar em realidade.
Após o lançamento de The Blood Red Horizon, a Stormsorrow já volta suas atenções para o segundo capítulo da trilogia, cuja gravação deve começar em breve. A intenção é lançar o sucessor até o final do próximo ano, dando continuidade à ambiciosa narrativa idealizada por Kahlil Souto […]

No momento, a banda não tem planos imediatos para apresentações ao vivo, concentrando-se totalmente na produção e no aperfeiçoamento do conceito dos próximos trabalhos. No entanto, essa possibilidade não está descartada – tudo dependerá da recepção do álbum de estreia.
A Stormsorrow também busca parceiros e gravadoras interessados em lançar o material em formato físico, ampliando o alcance dessa obra que marca o início de uma nova e promissora jornada no metal brasileiro.
STORMSORROW NAS REDES:
Instagram: @stormsorrow_official
YouTube: @stormsorrow_official

Assessoria de Imprensa:
JZ PRESS (@jzpressassessoria)”

Para está última parte/ este trecho utilizei como fonte as informações do kit press encaminhado.

Confira o trabalho da banda e apoie!

 

Nota: 10/10