Banda de skatepunk com sede em Porto Alegre, Brasil, formada originalmente em 1995 na Colômbia, lançou em 2024 o EP Nineteen Ninety Five, mixado e masterizado por Esmute Farias — baterista da banda —, gravado no Esmute’s Swamp Studio e lançado pelo selo Morning Wood Records. Um ano após o lançamento, o trabalho continua repercutindo entre os fãs e reforça a relevância do grupo na cena skatepunk nacional.

69 Enfermos se destaca por preservar o som clássico do skatepunk dos anos 90. Ao longo da carreira, já se apresentou em 19 países de dois continentes, passando por turnês no Brasil, América do Sul e Europa, incluindo uma tour por cinco estados brasileiros ao lado da banda italiana Thousand Oaks, e participações em festivais como Punk Rock Holiday (Eslovênia), Punkrock Weekender (República Tcheca), Pandemonium Fest (Croácia), We Are One Tour 2016 (Peru), Vans Latinoamerican Punk Festival (Colômbia), Melodic Fest (Brasil) e Catarata Fest (Argentina). O grupo já dividiu palco com nomes como Lagwagon, Strung Out, Less Than Jake, Cigar, The Flatliners, Satanic Surfers, Belvedere e A Wilhelm Scream.

Com dois álbuns e dois EPs em espanhol, o grupo alcançou projeção internacional com Beyond Borders (2015), gravado em inglês e lançado por selos na Europa, EUA, Japão e Argentina. Em 2017, veio A Place to Call Home, seguido do anúncio de um split com a norte-americana Symphony of Distraction. A trajetória da 69 enfermos inclui participações em coletâneas de países como Alemanha, Japão, México e Canadá, consolidando sua presença na cena punk global.

O EP, que conta com apenas duas faixas — Self Love e She Said —, apresenta uma produção de alto nível e carrega fortemente a influência do hardcore californiano, remetendo a nomes como No Use for a Name e Lagwagon.

Em “Self Love”, a banda aposta em um som mais rápido e agressivo, sem abrir mão da melodia em nenhum momento. Já “She Said” traz um andamento um pouco mais cadenciado, mas preserva a energia característica do hardcore melódico. Ambas as músicas soam prontas para instigar stage dives e circle pits, elementos típicos de um autêntico show de hardcore.

Finalizando, o 69 Enfermos nos brinda com mais um belo trabalho, Nineteen Ninety Five, um EP curto, porém intenso, que reafirma a qualidade da banda e sua habilidade em manter viva a essência do skatepunk dos anos 90. Com produção caprichada e faixas que dialogam diretamente com a energia das apresentações ao vivo, o grupo prova mais uma vez porque é um dos nomes mais respeitados do hardcore melódico latino-americano atual.