Com casa cheia desde o inicio, aquele Domingo prometia e entregou demais!
A Dark Dimensions e JZ Press acertaram em tudo, localização, pontualidade e principalmente na escolha do line up. Os fãs do Power/Heavy Metal já sabiam que iriam esbaldar. Sentimos ainda o impacto das recentes rajadas de vento em São Paulo e tudo teria que sair absurdamente incrível e assim, o foi.

Pontualmente às 18:00, os paulistanos do monstruoso Cova Rasa subiram ao palco.
Falar sobre estes músicos formidáveis é chover no molhado, a banda brasileira trouxe para o palco entusiasmo, felicidade de fazer o que se ama, que no caso deles é tocar e principalmente se divertir. Além de entregar um setlist poderoso, a banda demonstrou imenso profissionalismo e carisma, sob a batuta do maestro Ivan Martins cativou os ali presentes. Não faltou descontração e um belíssimo show entregue.
Prova disto é que a banda foi ovacionada e o já indispensável “Olê, Olê, Olá, Covaaa, Covaaaa” foi entoado a plenos pulmões pelo público ali presente.
Canções do disco “Another Time” (2025) foram tocadas com energia e intensidade.
Das canções tocadas: “Borleys Rectory“, “King Of Ghouls“, “Black Shadow“, “Dr Death“, “Reaper Rivals” foram tocadas com o imprescindível primazia e precisão.Inédita no setlist a poderosa “Countess Bathory‘ narrava sobre a história da Condessa de sangue, Elizabeth Bathory, o  que achei magnifico. Aliás, este não é o primeiro review que enalteço este detalhe muito peculiar e importante da banda. Este detalhe de trazer lendas urbanas, histórias, personagens significativos para dentro de suas composições.

 

 

@argothrodrigues

 

Jayme Danko (Guitarra), Collins Freitas ( Teclado), Caio Caruso ( baixo), Theo Machado (bateria) e Ivan Martins (vocal), tem feito um belíssimo trabalho e ainda ouviremos falar muito do Cova Rasa. A banda entrega um baita show, agitam, interagem com o público e principalmente possuem muita certeza do que estão fazendo e fazendo com maestria, sem deixar de citar isto que é óbvio, com muito profissionalismo.

 

 

Pontualmente às 19:30, Giacomo Voli (Vocalista), Roberto De Micheli (Guitarra), Alessandro Sala (Baixo) e Paolo Marchesich (Bateria),   subiram ao palco. Senti a ausência de Alex Staropoli, tecladista e um dos fundadores da banda. Mas Alex foi citado pela banda, mas por questões pessoais (saúde), não pode estar com a banda nesta apresentação no Brasil e os Rhapsody Of Fire se apresentaram então no formato de quarteto.

 

@argothrodrigues

 

A banda já com lugar cativo no coração dos fãs brasileiros, já se sentia em  casa mediante o carinho recebido pelo público. Iniciaram com a voz do eterno Saruman, o genial Christopher Lee com a intro “The Dark Secret“, na sequência a matadora “Unholy Warcry” foi marcante, pesada e já demostrou toda a potência da banda e o dominio de Giacomo do palco, além de levantar a galera com seu vocal poderoso, simplesmente demasiadamente impactante. “Rain Of Fury“, veio na sequência envolvendo o público que cantou fortemente. ” I’ll Be Your Hero“, foi dedicada a Alex Storopoli (tecladista), canção incrível que pode contar com a participação do público.

Giacomo ao decorrer da apresentação mesclou palavras em inglês, italiano e português, talvez este penúltimo, por conta das palavras que soam quase iguais entre o português e o italiano . Inesperadamente, ele soltou algumas palavras como “Obrigado”, “PQP’, esta segunda com tamanho gosto e empolgação, que ja parecia um brasileiro nato (risos).

A banda deu um show de performance, sonoridade e carisma, destaco aqui que o vocalista Giacomo, em disparado, é o mais simpático e afetuoso da banda. Que volta e meia brindava ao público com sua garrafa d’agua e perguntava como eram ditas algumas palavras em português, a exemplo: “Salute” – “saúde“, – o famoso “Cheers“. Para controlar as chamas produzidas por sua poderosa música, o vocalista Giacomo jogou agua na galera para amenizar o calor que emanava do público e foi celebrado pelo público que pediu mais e ele prontamente abriu mais uma garrafinha de água e refrescou o público sedento por diversão. Foi uma farra – no bom sentido. Tanto que o próprio desceu do palco e foi cantar no meio da galera, bem no meio do mosh cantando “Chains Of Destiny”. Eu e boa parte do público ficamos muito felizes com sua presença em meio a nós reles mortais (risos).

 

@argothrodrigues

 

Na sequência a incrível “The Magic of the Wizard’s Dream” foi maravilhosamente tocada, música marcante que conta também com os vocais do saudoso Christopher Lee desta vez cantando e dividindo os vocais à época com Fábio Lione e desta vez com Giacomo na base da canção.”Challenge the Wind” e “Kreel’s Magic Staff” vieram na sequência.

 

 

Melhor maneira de celebrar uma noite incendiária de Power/Heavy Metal. Em nome da banda, Giacomo agradeceu ao Cova Rasa pelo suporte de abertura. Ainda sentindo os reflexos dos vendavais na capital paulista, houve um momento que abruptamente apagou-se o telão e as luzes do palco, mas que voltou brevemente a banda voltou a programação normal, bem no momento de ” Triumph for My Magic Steel”que foi tocada duas vezes, atendendo ao clamor do público e dando conrinuio a execução do album. Sobre isto, nada que desabonasse o evento, a banda e/ou produção, que seguiu sem qualquer outra intercorrência.

Para quem tinha dúvidas se Giacomo substituiria á altura o já lendário Fabio Lione, foi uma apresentação impecável. A resposta é que sim, inclusive, o atual vocalista está a tempo considerável na banda, sanando toda e qualquer dúvida sobre sua capacidade de estar a frente desta banda icônica do Power/Heavy Metal mundial, que se permitiu reinventar e vem se transformando desde quando ainda era o Thundercross.

De forma geral, a banda tocou os sons de todas as épocas, mas focada em dois trabalhos específico, o “Dawn To The Victory” e “Challenge The Wind“, discos admiráveis e memoráveis, alias.

Meio que com um certo atraso, queremos parabenizar a Priscila, que no Domingo fez aniversário e foi parabenizada tanto por Giacomo quanto por Ivan por sua data. Feliz aniversario.

The Village of Dwarves” e “Dargor, Shadowlord of the Black Mountain” antecederam “Holy Thunderforce” e contagiante “A New Saga Begins”, que deram um novo fôlego ao público, botando a casa para cantar junto e já preparando terreno para as últimas e excelentes “Land of Immortals” e  “Emerald Sword, já consideradas clássicos e sons indispensáveis no setlist da banda e que o público retribuiu cantando com máxima energia.

 

@argothrodrigues

 

De forma geral, desejo que em breve a banda possa voltar completa. Tanto o Rhapsody Of Fire quanto o Cova Rasa entregaram duas apresentações envolventes e impecáveis, seja de forma sonora e/ou envolvimento com o público. O tempo todo mantendo o público engajado e participando, com domínio, presença e entrega admiráveis. Parabéns as bandas, ao público e todos(as) envolvidos (as). Parabéns Dark Dimensions e JZ Press pela escolha de formidaveis bandas, inclusive deixo meu agradecimento por permitir estar presente para mais esta maravilhosa cobertura. Foi demais! Diria histórico!!!! Memória marcante.