Se você acha que por ser em uma segunda feira, isto seria impeditivo para os fãs da banda estarem presentes no show do Tiamat?
Achou errado, pois em plena segunda feira, o Carioca Club estava bem cheio.
Começando assim esta resenha, posso lhe dizer que vi pessoas chorando e ao mesmo tempo contentes de estarem ali e terem a possibilidade de ver seus ídolos, principalmente o Johan.

Tiamat, é pioneira no gothic/doom metal, com quase 40 anos de estrada, a banda emociona e move multidões. Justamente por ser referência para bandas e fãs de todas as idades, a banda pratica um som soturno, sombrio e que em nada diz respeito ao coração caloroso e acolhedor de seu vocalista. Digo sem medo ou receio, foi lindo de ver.
Ainda próximo às 20:00, a pista ainda estava vazia, mas aos poucos foi enchendo e trouxe um público notório e notável em plena segunda feira. Sem deixar de mencionar que ser um começo de semana, muitos lugares em São Paulo (capital), ainda estavam sem energia elétrica por conta de cguvas e rajadas de vento.

Antes das 20:00,  era possivel ver movimentação e os integrantes da banda através da cortina. a banda teve um breve “atraso”, mas foi por um bom motivo. Antes de a banda se apresentar, era possível ver a mão de Johan tateando a cortina, o que já foi um alvoroço para o público que começou a gritar, empolgados só por sua imensurável presença.
Eis, que então, Johan Edlund surge por trás da cortina com um carimbo em mãos e não era qualquer carimbo, era o carimbo com o mascote/simbolo da banda, se assim possível dizer.E do nada, de forma inesperada e totalmente espontânea começou a atender os fãs no degrau do palco.

@argothrodrigues

Johan carimbou braços, pulsos, mãos e encartes dos cd’s e discios dos fãs, além de autografá-los. As pessoas estavam extasuadas e felizes, tal como a realizalção de um sonho. Aliás, ali tudo parecia um sonho. E esta gentileza e carinho percorreram todo o show, com o vocalista distribuindo corações, afeto e carinho ao público e aos músicos de sua banda. Cortesias e alguns itens foram distribuidos por Johan, inclusive uma fã ganhou de presente e em mãos, o óculos que o vocalista adentrou ao palco e começou a apresentação.

Por fim, então começou a apresentação com o público hipnotizado, cantando e vibrando, enquanto Johan trazia os clássicos. Não houve uma canção que o público não cantasse e/ou acompanhasse. “Clouds“, “The Sleeping Beauty“, “Whatever That Hurts“, “Cain“, “Church of Tiamat“, “Divided“, “Wildhoney“, “Phantasma De Luxe” e “In a Dream” não poderiam ficar de fora. Cada faixa tocada, o público ficava ainda mais ensandecido e aplaudia os formidáveis artistas que estavam no palco. Cada som remetia a uma época/fase da banda. Não nescessariamente nesta ordem, foram tocadas as canções de álbuns mais clássicos e primordiais, tais como discos cruciais para a banda, foram canções dos álbuns: “Clouds”,”Skeleton Skeletron”, “A Deeper Kind of Slumber”, “Judas Christ” e “Amanethes”.

Sobre o som da banda, como revisitou épocas do Gothic Metal, do Doom, do Death Metal e fase mais progressiva da banda. Aliás, as músicas que tocavam no sistema de som da cara, eram todas do Pink Floyd, maior ícone e referência do Rock Progressivo, o que trouxe tambpem uma experiência que preparou os fãs para o que viria. Só que com uma atmosfera mais soturna.
A voz grave e potente de Johan, foi marcante e trouxe o tom, acompanhada de uma bateria bem tocada, trazendo a lição de casa muito bem feita por Lars Sköld na bateria, um baixo presente e marcante de Gustaf Hielm, que também compartilhou os vocais com Johan. Destaco aqui, a guitarra presente e tocada com paixão e certa dose de virtuose de Simon Johansson. Que hora dava o rímo e fazia marcações pontuais e hora enveredava por solos que levava o público a loucura. Os teclados abraçavam e deixaram a atmosfera ainda mais espessa, trazendo o véu da escuridão e muito bem tocados por Per Wiberg.

@argothrodrigues


C
onforme disse, a banda começou com “Church of Tiamat“, trazendo o tom soturno e a medida que a faixa de cada época era tocada, o logo da banda ia mudando e sendo alternado com o seu mascote. Diversos logos passaram pelo telão de led, desde o mais clássico com as asas de morcego, ao mais recente que tem uma pegada mais “clean” e “slim/moderna”.”In A Dream” e “Clouds” foram tocadas na sequência, com sua potência e peso do Doom Death Metal e seus guturais garantiram boas bangeadas da galera, trazendo este lado mais voltado para o Metal. Sem muitas palavras e por algumas vezes “obrigado” do veterano vocalista foram proferidos, mas digo isto não de forma ruim, os seus gestos falavam muito por si. O carinho entregue em sua performance falaram por ele. Com leveza, sutiliza e maestria, cada música ia sendo tocada, mas sem perder o devido peso e paixão.

“The Sleeping Beauty” trouxe a atmosfera caótica, Divided “manteve e trouxe de volta a veia mais gótica da banda em um duo e uso de sintetizadores. A soturna “Will They Come?” teve então sua vez, entregando melancolia e momentos beirando algo mais progressivo. “Cain“. “Love in Chains“, e preparando para a próxima música, Johan trouxe algo que emulava o canto de passáros antes de chamar “Phantasma De Luxe“, que os fãs de ligaram na hora qual seria a proxima canção, justamente por conta desta espécie de apito. “Brighter Than the Sun” trouxe a veia mais Gothic Rock da banda, além de um baixo ainda mais marcante e presente. “Wildhoney” histórica não poderia ficar de fora, aliás é  onome do album lançado em 1994, canção poderosa e que lhe vonvida a mergulhar na escuridão, que por instantes me fez lembrar de Celtic Frost.

@argothrodrigues

Sem trocadilhos, a incrívelThe Artomou o ar e trouxe novamente a véia do Death/Doom muito caracteristico dos anos 90. Além de uma belíssima orquestração/teclados esplêndidos. “Do You Dream of Me?” e “Visionaire” entregaram nuances diferentes, mas casaram muito bem na sequência e escolha desta ordem para o set. “Cold Seed” colocou a galera para dançar e vibrar. A melancólica “Wings of Heaven” mais melancólica já anunciava que a apresentação estava próxima do término, “Vote for Love” continuou o ar de melancolia. “25th Floor” então chamou a última música da noite, “Gaia“, com seu solo virtuoso e cheio do sabor da fase progressiva da banda.

Um repertório de uma hora e meia e que nem foi sentida a passagem do tempo, no que dependesse do público seria ainda mais tempo de apresentação. Como disse, foi lindo de ver e prestigiar. Parabéns a Cacique MX e Tedesco Midia, obrigado por esta oportunidade de vislumbrar estes gigantes do Metal sombrio mundial.  Foi um privilégio e uma honra.

Espero que possam voltar em breve, pois vi alguns relatos de quem gostaria de ter ido e por alguma situação não puderam estar presentes e que Tiamat possa voltar em breve.
Esta foi uma apresentalçao daquelas de voltar para casa com o coração quentinho.  Afinal, foram 16 anos que a banda ficou sem vir ao Brasil. Que voltem em breve.

@argothrodrigues

Set-list
Church of Tiamat
In a Dream
Clouds
The Sleeping Beauty
Divided
Will They Come?
Cain
Love in Chains
Phantasma De Luxe
Brighter Than the Sun
Whatever That Hurts
The Ar
Do You Dream of Me?
Visionaire
Cold Seed
Wings of Heaven
Vote for Love
Gaia