Era um Sábado de Sol, sem perdão e com um caminhão de som pesado…
Aliás, uma carreta infernal e brutal passando por cima de qualquer obstaculo.

sp_chamas75_2025

A Galeria do Rock é um grande templo do Rock e Metal, e isto é sabído por todos e assim considerada. Mas o que aconteceu na Galeria, no ultimo Sábado foi uma verdadeira hecatombe.
O Underground chegando com força total e com a devida reverência no espaço mais sagrado da capital paulista. E com o line up monstuoso que seria recebido, impossível não ser algo avassalador. Com organização de IMPALED RECORDS ( Lord Formigão ) e Laurence Miranda, se apresentaram MORTAL PROFECIA, GRAVEDÄNCER , FACES OF DEATH e SELVAGERIA.

Em uma tarde calorosa, propicia à aquela cerveja estupidamente gelada e bons drins, a temperatura sonora era a mais absurda o possível.  Antes mesmo das 18h, os/as bangers já se faziam presentes no ARENA GALERIA, enquanto a galera se amontoava na portaria da galeria e seus arredores. A Galeria encerrava seu expediente e os fanáticos por Heavy Metal e suas vertentes mais extremas, aguardavam do lado de fora e com pressa de o quanto antes, apreciar e celebrar cada minuto desta impiedosa reunião de gigantes.

E antes de iniciar o comentário sobre as bandas, algo ja dizia que seria um evento incrível.
Antes mesmo de começar o eventom já havia ocorrido a venda de todos os ingressos, o famoso !” Sold Out”. Demonstrando a força do Underground e do Metal nacional, sobretudo que quando a galera quer, a cena se mobiliza e comparece para prestigiar.

Pouco depois das 18h, MORTAL PROFECIA subiu ao palco e trouxe toda sua brutalidade e visceralidad. Demonstrando que esta banda veterana não estava para brincadeira.
Com seu Death Metal da velha escola energizou e envolveu todos ali presentes. Fazendo tremer o chão do ARENA com riffs destruidores e uma bateria monstruosa, além de vocais insanos. Em um espaço que ia sendo dominado pela presença dos bangers que chegavam ao recinto. Faixas do seu último álbum foram tocadas com absurda agressividade e violência esperados. O público vibrou e agitou bastante com as faixas do disco ” From The Ashes”, que marca também o retorno da banda as atividades. Brutalidade tem nome: MORTAL PROFECIA.

Credito; Ale Lopes

E sna sequencia das bandas foi a cez do GRAVEDÄNCER, banda que bebe muito da sonoridade da velha escola. Entregou um Speed Black Metal com constância e vigor.
Por volta de 19:10, a banda já estava no palco e fazendo a galera bangear insanamente. Em um resgate do Metal oitentista, cru, direto e verdadeiro.
Se não me engano, a banda estava estreando uma nova formação ( se eu estiver enganado me corrijam). Inclusive, a banda já se prepara para em breve, ir tocar no Velho Continente. Em breve a banda vai para a Europa e já com esta nova formação.
As faixas “Hellbanger” e “Black Winds Of Doom” não poderiam ficar de fora do setlist (Ambas do álbum “First Rite“). Sem deixar de citar, que “Ripping Metal foi tocada com maestria ímpar. Não pode deixar de ser citado de maneira alguma, que durante a apresentação houve uma homenagem ao Madman, Ozzy foi citado antes de a banda trazer o tributo a ele e ao Sabbath, com a faixa “Children Of The Grave“, que ficou monstruosa na voz do Armando e tocada violentamente na bateria por Vinicius Talamont, sensacional!
A sensação era realmente de uma viagem no tempo, seja por esta faixa e/ou por todas as outras deste formidável set, atmosfera ímpar de uma mistura de Venom e Motörhead ali somados . O som da banda é uma pedrad4 e sem perdão.

Argoth

Às 20:00h, o FACES OF DEATH subiu ao palco e já se ouviam os primeiros fãs a gritar o nome da banda.  A expectativa era grande até mesmo para saber, se ja iria rolar o som novo, a faixa ” Terror Em Barbacena”, que chegou a ser pedida pelo publico.
Aliás, esta faixa é um single que ganhou um mega vídeo, com produção em chroma key, dirigido por Maycon Avelino da Starship Videos. Inclusive recomedo que assistam e ouçam o som, tá impressionante e de peso imensuravel, seja na narrativa da letra e/iou também em sonoridade, que está brutal e mais puxado ainda para o Death Metal, recomendo.
E ainda sobre o video, ele narra o inferno que era o hospital psiquiatrico de Barbacena ( Colonia), e ilustra muito bem o horror do holocausto brasileiro.
Sobre as condições dos internados e trazendo ao centro do debate, como isto foi instrumentalizado para destruir a dignidade humana, e o video possibilita criar consciência sobre a importancia de cuidar da saude mental e não deixar a historia ser apagada.
E principalmente trazer a luz, esta triste parte da história do Brasil que parte da população brasileira desconhece. Afinal, foram mais de 60 mil mortos nos anos que esteve em funcionamento.
Sobre a apresentação, a banda  gerou moshs intensos de tremer o chão. E sem perdao, a banda ja chegou com os dois pés no peito, com a destruidora “Priest From Hell“, a banda revisitou discos mais antigos e faixas do poderoso “Evil”, que inclusive foi tocada a faixa título do disco, a “Evil“, sem deixar de citar a poderosa “Stronger Than You“, além de “BloodCross“, foram tocadas também “Usuper Of Soul” e “King Of Darkness“.. E não poderia faltar de forma alguma, a mais aguardada da noite “Terror Em Barbacena“, que chegou a ser cantada pelo público e demonstrou o que todos queriam ver, o peso desta faixa ao vivo. E sinceramente foi destruidor, ainda mais violenta ao vivo. Já quero ver novamente, poois ficou insana. De lei, o FACES OF DEATH tocou dois tributos, um em homenagem ao Sepultura e outra faixa dedicada ao Slayer. A banda puxou então um parabéns, para o baterista Igor Nogueira que havia feito aniversário no dia anterior e o mesmo fez questao também de agradecer ao publico presente. A banda foi ovacionada e celebrada. Foi incrível! E encerrando sua apresentação, foi tocada “Killer… In The Name Of God”. Durante todo o show, a banda teve seu nome gritado e a banda retribuia com energia e ainda mais peso. No final, o publico e banda se apertaram para uma foto e posterior a isto, foram realizadas fotos com fãs e a banda de forma individual.

Por fim, por volta das 21:13, Formigão subiu ao palco para agradcer o público e anunciar a última banda da noite, a lendária banda SELVAGERIA.
Desta vez, a formação estava diferente, o baixo estava sob a tutela do vocalista da banda ALCOOL, Lucas.
E como esperado, a banda não decepcionou e trouxe uma apresentação ainda mais pesada para o quinto andar da Galeria do Rock. Era uma noite quente e junto com a temperatura que aumentava, o som ia ficando ainda mais veloz e incendiando palco e plateia, que se expremiam para ter a melhor visão do palco. Todas as músicas foram cantandas a plenos pulmões pelo publico.
A banda iniciou com a faixa “Metal Invasor” e o moshpit seguiu insano, da primeira a última música. No repertório estiveram presentes as faixas “Aguias Assassinas“, “Selvageria“, “Cinzas Da Inquisição“, ” Na Lâmina Da Foice“, “Ataque Selvagem“, “Trovão de Aço” e muito mais. Todo o set foi baseado nos dois álbuns da banda.
Entregaram energia e receberam um publico ensandecido por suas letras e sua devoção ao Heavy Metal.
Fazendo jus aos seus mais de 20 anos de banda e sempre, levantando a bandeira do Metal e conclamando os fãs para a batalha pelo estilo/ideologia Metal.
Ao decorrer da apresentação foi ouvido várias vezes a galera gritando o nome da banda e o de Cesar Cappi, enaltecendo o seu trabalho. Aliás, vale aqui uma menção ao Cappi, não a toa, ele é reconhecido com uma das maiores referências da cena Metal Underground e nacional. E já que mencionei o nome dele, era ouvido também com constância por parte do público, a galera gritando para enregarem cervejas ao Cappi (risos).
Foi uma apresentação avassaladora e acredito que todos tenham saído dali satisfeitos.

Argoth

Sobre o evento, de forma geral foi tudo muito bem organizado e principalmente, houve intensa participação do público. Não sei ao certo se este número está correto, mas tive a impressão de ter no local, umas 400 peasoas ( no minimo). ARENA GALERIA lotado e com ingressos esgotados. E isto ainda em um final de mês, onde normalmente o dinheiro não é abundante( final de mês -o pobre sofre, risos). E ter toda esta gente prestigiando o Underground é mahnifico. Cada banda com  sua historia, peso e personalidade, devastador.
Parabéns, a casa, o público e as bandas por este evento histórico, no templo do Rock em São Paulo. Esta edição do São Paulo Em Chamas, incendiou e fez tremer o centro da cidade.
Inigualavel! Que venham mais e mais edições.