25 de outubro, no LAV – Lisboa ao Vivo, a atmosfera era de celebração: 40 anos de carreira dos The Young Gods
Uma marca impressionante para qualquer banda, e mais ainda para um grupo que, desde os anos 80, tem mantido uma postura vanguardista entre o rock industrial, o eletrónico e o experimental.

Banda de abertura: Decline and Fall
Antes dos Young Gods subirem ao palco, coube à banda portuguesa Decline and Fall abrir a noite. Este é o projecto mais recente do músico e produtor português Armando Teixeira que na sua carreira já passou por vários outros grupos no panorama nacional (como Bizarra Locomotiva, Ik Mux, Da Weasel, Balla) – e que agora se rodeia de Hugo Santos e Ricardo S. Amorim no novo projecto.
A abertura dos Decline and Fall foi firme e bem recebida: numa sala já bastante cheia, mostraram uma sonoridade de ambição, com texturas electrónicas, ritmos marcados e vocais que evocavam tanto um ambiente pós-industrial como alguma densidade sonora. Foi o tipo de abertura que prepara bem o terreno.

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Belief Lost Astray Disreality One to Blame Gloom As All Ends Warm Leatherette (cover, The Normals) Serum 114 |
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O concerto dos The Young Gods
Quando os Young Gods entraram, na sala 1 do LAV esgotada, o público percebeu logo que ia haver uma noite de “grandes momentos”. A presença em palco é sóbria e potente com um interressante espectaculo de luz baseado em pilares de LED que se adaptavam ao ambiente de cada música, muita firmeza no som e nas atmosferas que a banda domina tão bem.
O resultado foi um espectáculo onde os momentos de ‘explosão’ — guitarras e batidas electrónicas a rebentar — contrastavam com passagens mais sombrias ou atmosféricas. Em particular, a sala vibrou quando foi tocado “Skinflowers” no primeiro Encore que é um clássico que ainda gera arrepios.

A assistência respondeu com entusiasmo. Havia claramente fãs de longa data na plateia (os que se lembram do início dos Young Gods nos anos 80/90) mas também nova gente, e isso… dá uma boa dinâmica: tinge de nostalgia, mas não de museu. O som teve qualidade e clareza.

Para celebrar 40 anos, os Young Gods não optaram por um espectáculo excessivamente ‘festivo’ ou cheio de convidados, mas sim por reafirmar aquilo que sempre lhes esteve na base: inventividade sonora, atitude de banda que quer explorar e envolver-se, e respeito pelo público. Para quem os conhecia por “banda de culto”, esta foi uma noite para perceber que continuam com fome, que não apenas estão a “passar os hits”.

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Intro Encore: |
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