25 de outubro, no LAV – Lisboa ao Vivo, a atmosfera era de celebração: 40 anos de carreira dos The Young Gods

Uma marca impressionante para qualquer banda, e mais ainda para um grupo que, desde os anos 80, tem mantido uma postura vanguardista entre o rock industrial, o eletrónico e o experimental.

 

The Young Gods - LAV 2025 _ photo by Pedro Gama
The Young Gods – LAV 2025 _ photo by Pedro Gama

Banda de abertura: Decline and Fall

Antes dos Young Gods subirem ao palco, coube à banda portuguesa Decline and Fall abrir a noite. Este é o projecto mais recente do músico e produtor português Armando Teixeira que na sua carreira já passou por vários outros grupos no panorama nacional (como Bizarra Locomotiva, Ik Mux, Da Weasel, Balla) – e que agora se rodeia de Hugo Santos e Ricardo S. Amorim no novo projecto.

A abertura dos Decline and Fall foi firme e bem recebida: numa sala já bastante cheia, mostraram uma sonoridade de ambição, com texturas electrónicas, ritmos marcados e vocais que evocavam tanto um ambiente pós-industrial como alguma densidade sonora. Foi o tipo de abertura que prepara bem o terreno.

DECLINE AND FALL | Photo @hasphotography.pt – @culturaempeso
SETLIST:

Belief

Lost Astray

Disreality

One to Blame

Gloom

As All Ends

Warm Leatherette (cover, The Normals)

Serum 114

 


O concerto dos The Young Gods

Quando os Young Gods entraram, na sala 1 do LAV esgotada,  o público percebeu logo que ia haver uma noite de “grandes momentos”. A presença em palco é sóbria e potente com um interressante espectaculo de luz baseado em pilares de LED que se adaptavam ao ambiente de cada música, muita firmeza no som e nas atmosferas que a banda domina tão bem.

O resultado foi um espectáculo onde os momentos de ‘explosão’ — guitarras e batidas electrónicas a rebentar — contrastavam com passagens mais sombrias ou atmosféricas. Em particular, a sala vibrou quando foi tocado “Skinflowers” no primeiro Encore que é um clássico que ainda gera arrepios.

THE YOUNG GODS | Photo @hasphotography.pt – @culturaempeso

A assistência respondeu com entusiasmo. Havia claramente fãs de longa data na plateia (os que se lembram do início dos Young Gods nos anos 80/90) mas também nova gente, e isso… dá uma boa dinâmica: tinge de nostalgia, mas não de museu. O som teve qualidade e clareza.

The Young Gods - LAV 2025 _ photo by Pedro Gama
The Young Gods – LAV 2025 _ photo by Pedro Gama

Para celebrar 40 anos, os Young Gods não optaram por um espectáculo excessivamente ‘festivo’ ou cheio de convidados, mas sim por reafirmar aquilo que sempre lhes esteve na base: inventividade sonora, atitude de banda que quer explorar e envolver-se, e respeito pelo público. Para quem os conhecia por “banda de culto”, esta foi uma noite para perceber que continuam com fome, que não apenas estão a “passar os hits”.

THE YOUNG GODS | Photo @hasphotography.pt – @culturaempeso
SETLIST:

Intro
Appear Disappear
Systemized
Hey Amour
Blackwater
All My Skin Standing
She Rains
Intertidal
The Night Dance
Gasoline Man
Mes yeux de tous
Blue Me Away
Shine That Drone

Encore:
Skinflowers
L’amourir
Off the Radar
Encore 2:
Did You Miss Me

THE YOUNG GODS | Photo @hasphotography.pt – @culturaempeso

 

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