Sexta-feira 13… Opus Diabolicum na CDMX, México
Moonspell entrega espetáculo orquestral marcante e reforça sua conexão histórica com o público mexicano
A data foi perfeita para uma noite de lobos. Em plena sexta-feira 13, do lado de fora do Pepsi Center, o público amante da banda portuguesa Moonspell começou a chegar, pois a Cidade do México presenciaria seu concerto exclusivo com orquestra: Opus Diabolicum.
Após o lançamento do álbum gravado na MEO Arena de Lisboa, Portugal, no dia 26 de outubro de 2024, e publicado oficialmente na noite de Halloween de 2025, o material teve uma recepção tão positiva que o conceito começou a ser levado a países selecionados. Entre eles, um que sempre recebeu a banda de braços abertos: México.

Às 19h00, o recinto abriu suas portas recebendo os fãs, que encontraram uma grande variedade de merchandising especial. Entre os itens, destacava-se o novo álbum com orquestra, garrafas especiais de vinho, moletons, camisetas comemorativas e kits de palhetas bastante atrativos. Muitos não hesitaram em garantir seu souvenir, enquanto uma boa cerveja acompanhava a espera.
Do lado de fora também havia movimento. Apesar de existir muita merch de qualidade — historicamente bem avaliada —, desta vez chamou atenção a queda na qualidade e a repetição de designs, muitos deles feitos com IA. A ausência de criações originais foi perceptível e sentida pelo público.
Próximo do horário marcado, os integrantes da Orquesta Sincrophonia de la Ciudad de México começaram a afinar seus instrumentos. O som dos violinos, as cordas profundas dos violoncelos e o grave do contrabaixo criaram uma atmosfera de expectativa. Finalmente, às 20h40, começou o espetáculo diabólico com “Tungstenio”, uma introdução melódica, lenta e sombria que conduziu o público até um ambiente quase cinematográfico.

Em seguida, surgiu uma silhueta marcante: gabardine longa, chapéu e uma lanterna na mão. Fernando Ribeiro apareceu no palco, sendo recebido com entusiasmo. A sequência inicial com “Em Nome do Medo”, “1755” e “In Tremor Dei” elevou rapidamente o nível do concerto.
“Desastre” e “Ruínas”, do álbum 1755, trouxeram o conceito do terremoto de Lisboa com ainda mais intensidade graças aos arranjos orquestrais. As cordas assumiram papel central, adicionando profundidade emocional e dramatismo.
Um momento mais introspectivo surgiu com “Breathe (Until We Are No More)”, rapidamente seguido por “Extinct” e “Finisterra”. Os violoncelos criaram densidade enquanto os violinos guiavam o caminho para os solos de Ricardo Amorim, formando um dos grandes picos da noite.

“Everything Invaded” abriu caminho para “Scorpion Flower”. Apesar da ausência da voz feminina original, o arranjo orquestral manteve o impacto da música. Ribeiro agradeceu diversas vezes ao público mexicano, destacando a relação construída ao longo dos anos e elogiando o trabalho da orquestra.
O encerramento orquestral contou com “Vampira”, “Alma Mater” — com o público cantando em coro — e “Full Moon Madness”, do clássico Irreligious. A integração entre banda e orquestra atingiu seu ápice.

Após a aparente despedida, o público pediu mais. A banda retornou sem a orquestra para um encore mais cru, iniciando com “Opium”, seguida por “Night Eternal”.

Para encerrar, Fernando Ribeiro e Ricardo Amorim apresentaram “Mephisto”, um clássico para fãs mais atentos. Um fechamento inesperado que tornou a noite ainda mais especial.
O setlist percorreu diferentes fases da banda, consolidando um espetáculo memorável. Ao final, o público deixou o local satisfeito, com diferentes gerações compartilhando a experiência de um show único.
Agradecimentos à banda Moonspell e à Napalm Records pelo suporte na cobertura. Larga vida ao volume brutal.
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